À Deriva: Itália determina que não fará novos aportes na Alitalia

Business Class Alitalia

A Alitalia não receberá mais dinheiro de resgate do governo italiano, de acordo com o ministro da Indústria, Stefano Patuanelli, deixou claro que não haverá mais intervenção do Estado na estatal.

Desta forma a companhia fica “à deriva”, dependendo da sua administração e de achar um novo comprador para as suas operações. Caso contrário, a Alitalia pode morrer até junho deste ano.

“Temos seis meses para salvar a Alitalia. O objetivo é fechar um acordo dentro de meio ano, com o término do mandato do comissário*. Caso contrário, ele será desligado. O empréstimo de 400 milhões de euros foi desembolsado. Não haverá outros fundos”, disse Patuanelli.

*No começo de dezembro, Giuseppe Leogrande foi designado seu “comissário extraordinário único”, e um consórcio de potenciais investidores se retirou da administração.

Enquanto deveria estar com uma boa administração, visto as várias tentativas de tentar a recuperação da empresa, a Alitalia se afundou ainda mais nos seus custos operacionais, e atualmente gasta 2 milhões de euros por dia para manter suas operações.

Desde 2002 a firma não tem acusado lucro, e em maio de 2017 declarou insolvência. Neste meio tempo, recebeu de Roma diversos empréstimos de resgate: no início de dezembro foram 400 milhões de euros como crédito-ponte, para que se mantenha em funcionamento até 31 de maio de 2020, ou até uma eventual aquisição.

A Alitalia já teve que ser salva com verbas estatais em 2008 e 2014. Analistas calculam que já consumiu cerca de 9 bilhões de euros em verbas públicas.