Acionista da Lufthansa não aprova plano de ajuda e pode emperrar o processo

Foto - Lufthansa

A companhia de bandeira alemã Lufthansa, anunciou hoje (17) a preocupação de seu resgate de € 9 bilhões (US $ 9,8 bilhões) seja rejeitado pelos acionistas em uma assembléia geral extraordinária nesta próxima quinta-feira (18).

O medo surgiu após o maior acionista individual da companhia aérea critica as condições associadas ao pacote de resgate proposto pela empresa.

Parecia que tudo estava indo bem no que diz respeito ao resgate proposto pela Lufthansa. Houve uma divergência inicial quando a Comissão Europeia solicitou slots em Frankfurt e Munique em troca da aprovação do auxílio. No entanto, depois de pensar na solicitação, o acordo foi aprovado pelo conselho da Lufthansa.

Quando aprovou o acordo, o conselho da Lufthansa recomendou que seus acionistas seguissem o exemplo. Para que o contrato seja finalizado, ele deve ser aceito pelos acionistas da companhia aérea. Se menos de 50% dos acionistas estiverem na reunião, dois terços deverão votar a favor do acordo. No entanto, se mais de 50% estiverem presentes, o requisito cai para uma maioria simples.

O maior acionista único da Lufthansa, Heinz-Hermann Thiele, não está de acordo com o acordo de resgate. Segundo a companhia aérea, Thiele publicou ontem uma entrevista no Frankfurter Allgemeine Zeitung, um jornal em alemão.

No jornal, Thiele criticou as condições associadas ao acordo de resgate da Lufthansa. No entanto, poderia ser pior. Em vez de rejeitar completamente o acordo, ele deixou sua aprovação em aberto por enquanto. Na mesma entrevista à FAZ, Thiele informou que havia aumentado suas ações na Lufthansa de 10% para 15%.

A Lufthansa está claramente interessada em receber a aprovação de seu pacote de resgate. Depois que apenas 33% dos acionistas estiveram presentes na primeira AGM on-line da companhia aérea, a Lufthansa pede aos acionistas que se inscrevam para a reunião extraordinária até a meia-noite do sábado.


Atualmente, o conselho da Lufthansa considera que, dadas as declarações de Thiele ontem, não seria bem-sucedido em sua tentativa de ajuda se fosse necessária uma maioria de dois terços. 

O grupo de companhias aéreas diz que isso levaria a empresa a considerar a necessidade de solicitar proteção contra insolvência, a Recuperação Judicial, se outra solução não for encontrada imediatamente.

 

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