Administrador da FAA: Vou pilotar o 737 MAX antes de aprovar a volta da aeronave

Foto - Boeing/Divulgação

Durante a 16ª edição do ALTA Airline Leaders Forum, considerado o maior evento de líderes de aviação comercial da América Latina e do Caribe, que está acontecendo em Brasília, o administrador da FAA, Steve Dickson, realizou algumas declarações voltadas ao 737 MAX e também aos critérios de segurança na aviação.

Em uma parte desse pronunciamento, Steve Dickson, que é ex-funcionário da Delta, declarou que ele planeja pilotar o 737 MAX antes de assinar a volta da aeronave aos voos comerciais, ainda sem data fixa de acordo com a FAA.

Para ele a decisão de voltar as operações será também baseada na atualização de software, e de hardware se necessário, analisando também se essas atualizações resolvem os problemas operacionais do avião, além de um reforço no treinamento dos pilotos, que antes dos acidentes entendiam pouco do sistema MCAS.

Além disso, a FAA está conduzindo um processo de certificação próprio, enquanto a China e a EASA conduzem outro processo de certificação, mas todos com a mesma finalidade e com compartilhamento de informações entre 9 a 10 agências regulamentadoras.

Essa diversidade de critérios e análises garantem a máxima segurança ao 737 MAX já no retorno ao serviço. Dickson ressaltou que a FAA dará assistência para outras agências regulamentadoras de menor porte, na certificação do 737 MAX.

A aeronave está impossibilitada de operar há mais de meio ano após um segundo acidente fatal do tipo em março. Até agora, mais de 800 voos de teste com o novo software do 737 MAX foram executados.

Pouco menos de 450 pessoas já pilotaram o novo software Boeing 737 MAX no simulador. O fabricante diz que esses indivíduos vêm de 140 empresas em todo o mundo, incluindo clientes da Boeing, além de reguladores.


O Boeing 737 MAX foi o centro das atenções no mundo da aviação este ano. Há quase um ano, uma aeronave operada pela Lion Air caiu pouco depois da decolagem, resultando em significativa perda de vidas.

Quando um acidente quase idêntico afetou um Ethiopian Airlines 737 MAX em março, a aeronave foi progressivamente deixada fora de uso em todo o mundo. Desde então, a Boeing tem trabalhado incansavelmente para recuperar o status e segurança do 737 MAX.

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