A Aeromexico demitiu os pilotos envolvidos no acidente com um Embraer E190 da companhia, que ocorreu no final de julho em Durango, no norte do México.

De acordo com uma declaração do presidente-executivo da empresa aos funcionários, os pilotos violaram regras internas durante o voo, resultando no acidente com a aeronave.

“Independentemente da evidência e apontando para fatores relacionados ao clima, a conduta dos três pilotos no cockpit não foi realizada de acordo com os protocolos estabelecidos, e violou os procedimentos da empresa”, disse Andres Conesa.

Um relatório preliminar, e divulgado na última semana, aponta para problemas climáticos como a causa do acidente.

De acordo com José Armando Constantino, diretor de análise de acidentes e incidentes da Agência de Aviação Civil do México, não há provas de erro humano ou falhas mecânicas, não houve falha nos motores, nem em qualquer outro sistema da aeronave.

A caixa preta registrou muitas variações na velocidade do ar, no momento da decolagem, de acordo com José, a causa mais provável é um microburst, identificado como um forte movimento do ar de cima para baixo, ou de água da própria chuva que caía no momento do acidente.

Os investigadores não encontraram evidências indicando que a tripulação deveria saber que não decolaria, disse Constantino. Um piloto em treinamento serviu como co-piloto enquanto o avião estava decolando, disse ele.

Com esse efeito climático, a aeronave que estava levantando voo colidiu sua parte inferior na pista, e foi “arrastando” até sair da área da mesma, e parar perto da cabeceira.

Todos os 103 passageiros e tripulantes do voo 2431 sobreviveram, evacuando do avião antes de pegar fogo.

A agência apresentará mais tarde um relatório final detalhando suas descobertas sobre o acidente.