Caças F-35C no convés do porta aviões nuclear USS George Washington. Foto: Issac Lebowitz/Aviation Photography Digest

Pela primeira vez, caças de quinta geração F-35C Lightning II e aeronaves tiltrotor CVM-22B Osprey estão participando de uma navegação operacional a partir de um porta-aviões da Marinha dos EUA. O USS Carl Vinson (CVN-70) partiu do porto de San Diego no dia 02 e deve participar de um exercício naval de larga escala logo no início do desdobramento. 

“O Vinson é o primeiro porta-aviões a acomodar uma mistura de caças de ataque de 4ª e 5ª geração, proporcionando letalidade e capacidade de sobrevivência sem precedentes e garantindo que a equipe da Marinha possa operar e vencer em um campo de batalha disputado agora e no futuro”, disse o capitão Tommy Locke, comandante da Carrier Air Wing 2 (Ala Aérea Embarcada). “Planejamos alavancar táticas, técnicas e procedimentos recentemente estabelecidos e desenvolver maneiras inovadoras de usar as novas tecnologias para aprimorar nossos esforços combinados de combate”.

O F-35C é a variante específica para uso em porta-aviões do tipo CATOBAR (com catapulta e pouso enganchado). O caça possui gancho de cauda, estrutura reforçada e envergadura maior, permitindo uma operação segura a bordo das embarcações. Os F-35C a bordo do CVN-70 pertencem ao esquadrão VFA-147 Argonauts. 

Já o CMV-22B está sendo desdobrado como o substituto do C-2A Greyhound, um bimotor de transporte desenvolvido a partir do E-2 Hawkeye de alerta aéreo antecipado. A aeronave será usada para missões de suprimento logístico, podendo transportar até mesmo o motor Pratt & Whitney F135 do F-35C. As aeronaves serão operadas pelo VRM-30 titans.A USN planeja adquirir 48 CMV-22 e 273 caças F-35C, afirma o portal Flightglobal

CMV-22B Osprey. Foto: US Navy.

Além dos CMV-22B e F-35C, o Carl Vinson vai transportar caças F/A-18E/F Super Hornet dos esquadrões VFA-2 Bounty Hunters, VFA-113 Stingers e VFA-92 Golden Dragons, aeronaves de ataque eletrônico EA-18G Growler do VAQ-136 Gauntlets, aviões de alerta E-2D Advanced Hawkeye do esquadrão VAW-113 Black Eagles e helicópteros MH-60S e MH-60R Seahawk dos esquadrões HSC-4 Black Knights e HSM-78 Blue Hawks. 

Antes do desdobramento, o grupo de ataque concluiu com êxito várias operações de interoperabilidade na área de operação das Ilhas Havaianas, que incluíram operações de voo integradas entre as aeronaves da CVW-2 e o Corpo de Fuzileiros Navais em terra, aeronaves da Força Aérea e da Guarda Costeira, bem como operações com barcos da Guarda Costeira.

Um F/A-18F do VFA-2 Bounty Hunters pousando no CVN-70 em 2018. Foto. Eleanor D. Vara/US Navy.

“Nossas equipes demonstraram experiência tática e técnica por meio do trabalho em equipe; não tenho dúvidas de que os homens e mulheres do Grupo de Batalha do Carl Vinson estão prontos para lutar e vencer decisivamente no mar à medida que desdobramos para apoiar a presença sustentada e a projeção de poder”, disse o contra-almirante Dan Martin, comandante do Carrier Strike Group 1.

“Uma das marcas dos grupos de ataque de porta-aviões é sua agilidade – especificamente sua capacidade de responder rápida e efetivamente a todo o espectro de operações militares. De missões de combate a missões de assistência humanitária/alívio de desastres, podemos fazer tudo. Navegamos como um símbolo visível e poderoso da determinação de nossa nação em manter a vantagem da América no mar.”

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