Taiwan China
Porta-aviões USS Theodore Roosevelt (CVN 71) - Foto: da Marinha dos EUA pela Comunicação de Massa 2ª Classe Anthony J. Rivera / Lançada

A semana passada foi marcada por voos ostensivos de aeronave militares chinesas na zona ADIZ (Zona de Identificação de Defesa Aérea) de Taiwan. Ao menos 28 aeronaves fizerem sobrevoos na região, destas cerca de oito eram bombardeiros H-6.

No entanto, esse voou ainda é assunto, visto que informações dão conta que as aeronaves chineses simularam um ataque a forças de Taiwan e ao porta-aviões norte-americano USS Theodore Roosevelt que esteva na região durante o ocorrido.

Foto: REUTERS/Yuri Gripas

“A presença simultânea do chinês Xian H-6K na região como o TRSG entrou no SCS é particularmente interessante, se considerarmos o papel do bombardeiro PLAAF. O H-6K é uma variante altamente modificada do bombardeiro H-6 original (ele próprio um derivado de Tu-16), projetado para longo alcance / stand-off marítimo ou capacidade de ataque terrestre com anti-navio de longo alcance e ataque terrestre Mísseis de cruzeiro. Resumindo, ele é capaz de atacar grupos de batalha de porta-aviões dos EUA ou outros alvos prioritários com até seis YJ-12 ASCM (mísseis de cruzeiro anti-navio) e 6/7 KD-20 ALCMs”, publicou o site The Aviationist.

A fonte que diz confirmar que era um ataque simulado é o Financial Times, que publicou que relatou o seguinte:

“Pessoas familiarizadas com inteligência coletada pelos EUA e seus aliados disseram que os bombardeiros e alguns dos caças envolvidos estavam conduzindo um exercício que utilizou um grupo de navios da Marinha dos Estados Unidos liderados pelo porta-aviões USS Theodore Roosevelt na mesma área como alvo simulado. Pilotos de bombardeiros H-6 puderam ser ouvidos em conversas na cabine de comando, confirmando ordens de simulação de alvos e lançamento de mísseis anti-navio contra o porta-aviões, disseram as pessoas. ”

Especificando as aeronaves chineses, uma das envolvidas foi o bombardeiro H-6K, essa versão tem capacidade de transportar mísseis balísticos, como o DF-12D.

Bombardeiro chinês H-6KChina

Obviamente não houve nenhuma confirmação oficial que esse grande voo da China era de fato um ataque simulado ao porta-aviões dos EUA e as forças de Taiwan.


Contudo, é clara a tensão entre China e Taiwan, bem como com os EUA que mantém uma forte presença militar na região, seja com embarcações, ou aeronaves em bases aéreas estratégicas, como a base de Guam.