Em 2017, uma série de matérias publicadas aqui no Portal Aeroflap apontavam os problemas da Alitalia com seu financeiro, que estava registrando prejuízos consecutivos, e que tornavam a companhia algo completamente anti-operacional.

Desde esse período para cá pouca coisa mudou na Alitalia, eles continuam registrando prejuízo, assim como nos últimos 9 anos. A companhia chegou a atingir uma dívida de 3 bilhões de euros (US $ 3,3 bilhões) no final de fevereiro de 2017.

O balanço da companhia aérea desde então está sendo examinado por três comissários, que receberam seis meses (desde 2017), para avaliar se a empresa pode ser reestruturada como autônoma, ou por meio de uma venda parcial ou total, ou então liquidada.

Várias companhias fizeram propostas para adquirir a Alitalia desde então, mas nada foi concretizado. Entre os gigantes que cogitaram essa possibilidade está: Lufthansa e Ryanair, uma outra companhia está interessada, mas se mantém no anonimato por enquanto.

O problema da Alitalia neste momento é que, outras companhias como a Air Italy e a Italian Airways estão surgindo, com apoio de empresas que antes cogitaram comprar a Alitalia.

A Air Italy é uma companhia que já existe, e hoje opera com a marca Meridiana, porém ela será totalmente reformulada, e lançada como um novo produto. O controle é feito através de uma participação de 49% da Qatar Airways. Os restantes 51% ficarão nas mãos da Alisarda, controlada por Aga Khan através da holding Akfed.

O apoio da Qatar Airways é essencial para o sucesso da Air Italy, de cara o CEO da Qatar focou no aprimoramento da frota, que será renovada nos próximos três anos com 20 novos Boeing 737 MAX 8 e, a partir da próxima primavera da Europa, 5 Airbus A330-200 da Qatar Airways entrarão na frota da Air Italy e serão substituídos, a partir de maio de 2019, por 20 Boeing 787-8 Dreamliner.

Essa é uma boa frota, com certeza, e capaz de concorrer com modernidade e eficiência.

Já a segunda companhia que se propõe entrar no mercado é a Italian Airways, que planeja lançar suas operações no verão europeu de 2018. O negócio está sendo tocado pelo empresário Giuseppe Gentile, que fundou a Air Europe e Air Italy, e foi o CEO da Eurofly.

Enquanto a Air Italy focará em rotas para a Europa inicialmente, a Italian Airways vai se apoiar em aeronaves da Ryanair, e focar em voos internacionais de longa distância a partir de Milão. Destinos na América do Norte, Central e do Sul estão sendo cogitados pelo CEO.

As operações serão realizadas com aviões Boeing 777-200 arrendados.

Além dessas duas companhias a Alitalia ainda precisa enfrentar outras Low Costs da Europa, que transportam passageiros para outros países a partir de aeroportos italianos.

Poucos sabem como essa concorrência afetará o mercado hoje dominado pela Alitalia, a tradicional companhia poderá chegar ao ponto de não ter forças para concorrer no mesmo mercado. No momento a Alitalia está se reformulando internamente para diminuir os prejuízos, e conseguir manter as suas operações por um período maior.

A maior preocupação da Alitalia, por enquanto, será com a Air Italy, que chega ao mercado italiano com um investimento forte da Qatar Airways, enquanto a Alitalia tem participação de 49% da árabe Etihad, que por enquanto não pode fazer novos investimentos.