Air Canada cancela pedidos para Airbus A220 e Boeing 737 MAX

Foto - Divulgação Airbus

A Air Canada anunciou que cancelou pedidos para 12 Airbus A220 e 12 Boeings 737 MAX por estar buscando reorganizar o caixa da empresa. A companhia canadense conseguiu estabilizar os custos operacionais diários com a redução de malha e frota para se adequar ao atual cenário da aviação mundial.

A companhia registrou perdas no último trimestre de aproximadamente CA $ 685 milhões ($ 526 milhões). Isso representa 86% de recuo em relação ao mesmo período de 2019, com isso a companhia passou a rever todos os custos diários e fazer novas projeções para 2021.

O CEO da companhia aérea, Calin Rovinescu, destacou que a Air Canada e a Rouge sua subsidiária, terão suas frotas reduzidas. Cerca de 79 aeronaves terão a aposentadoria antecipada, além disso houve cancelamento de pedidos para novas aeronaves da Airbus e da Boeing.

“Estamos adiando a entrega de novas aeronaves Boeing 737-8 e Airbus A220 programadas para entrega em 2021 e 2022 e cancelando 10 Boeing 737-8s e 12 Airbus A220s, representando cerca de 40 por cento das entregas programadas restantes.” Disse o CEO e Presidente da Air Canada. 

Apesar de cancelar algumas encomendas, o Calin reforçou que esses tipos aeronaves são extremamente importantes para a empresa e que não pretende se desfazer dos modelos, apenas readequar ao atual cenário. 

“Por meio dessa reestruturação da frota e outras iniciativas de redução de capital, reduzimos com sucesso o total de despesas de capital projetadas em cerca de US $ 3,0 bilhões no período de 2020 a 2023 em comparação com as nossas despesas de capital projetadas totais no final de 2019.” Completou.

737 MAX

Os cancelamentos fazem parte de toda uma reestruturação que a empresa está passando para dar mais fluidez ao caixa da companhia. A Air Canada reduziu sua queima de caixa para US$ 7 milhões, um ganho de aproximadamente US$ 2 milhões.


Mesmo com a redução, o CEO espera que nos próximos meses a companhia tende a gastar um pouco mais devido aos pagamentos de leasing de aeronaves e a entrega dos novos A220. A Air Canada implementou juntamente com o Aeroporto de Toronto medidas de segurança para os passageiros e funcionários como testes rápidos no Aeroporto.

“Entre as várias medidas baseadas na ciência que temos defendido, o teste em aeroportos é de longe o mais significativo, conforme demonstrado pelo estudo do McMaster HealthLabs de viajantes internacionais que chegam a Toronto-Pearson. Foi relatado como o maior estudo deste tipo já feito e os resultados preliminares confirmam claramente a existência de alternativas seguras para uma quarentena obrigatória de 14 dias, que sufoca a demanda e frustra os viajantes que desejam ser testados. ”

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