Air France-KLM precisa de uma melhor reestruturação para sobreviver

Foto - Air France/Reprodução

O ministro das Finanças da Holanda, Wopke Hoekstra, fez um alerta nesta último domingo (13/09) sobre a situação do Grupo Air France-KLM. Isso ocorreu após a França e a Holanda conceder empréstimos estatais ao grupo, como forma de manter as operações e evitar uma falência.

O grupo Air France-KLM é composto principalmente pelas empresas Air France, KLM e a Low Cost Transavia. As empresas receberam um total de 10,4 bilhões de euros em empréstimos nos últimos meses, boa parte a partir do próprio Estado.

O Grupo Air France-KLM enfrenta atualmente uma queima de caixa de pelo menos 10 milhões de euros por dia de operação, isso sem contar o pagamento das dívidas.

Foto: KLM

De acordo com Hoekstra, se não houver uma reestruturação de custos de operação, o grupo de companhias aéreas pode não sobreviver no médio prazo.

“A sobrevivência da Air France-KLM não é garantida”, disse Hoekstra em entrevista à televisão pública holandesa. “Eles terão que lidar com sua base de custos mesmo como as coisas estão agora. E suponha que essa situação dure até o final do ano que vem, então eles terão que cortar ainda mais fundo.”

Para Hoekstra um apoio adicional só será liberado de houver uma reestruturação completa.

A redução de custos pode ser realizada de maneira dura para os funcionários. Devido a diminuição na demanda, somente a Air France pode cortar 6500 empregos, ou 16% da força de trabalho atual da aéreas. A KLM pode fazer um corte de mais 1500 postos de trabalho, ou 20% do disponível atualmente na aérea.


Além disso, a empresa também está tomando outras iniciativas para conter um aumento dos custos operacionais na retomada. O reajuste dos salários em 2020 foi cancelado, e até mesmo o de 2021 está ameaçado.

O Grupo Air France-KLM também está aposentando aviões quadrimotores, como o A340 e o Boeing 747, além do próprio Airbus A380.

 

 

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