A Air France está passando por uma grande reestruturação, desde que os últimos problemas enfrentados pela companhia em 2018, uma das medidas anunciadas pela companhia foi a dissolução da subsidiária Joon, mas a última decisão é um corte de 15% na oferta de assentos até 2021.

A principal redução deve ser nos voos de curta distância, que está sofrendo uma grande concorrência dos trens de alta velocidade, e também dos voos de companhia Low Cost europeias.

“Se estabeleceram em grandes aeroportos, ganharam mercado com uma política de preços agressiva e por vezes contaram com a ajuda de autoridades públicas”, disse a Air France em um comunicado oficial.

O foco principal da Air France deverá ser em voos de média e longa distância, com receita em dólar, e pouca concorrência a partir de destinos na França.

A companhia também declarou que precisará demitir até 2021 cerca de 465 funcionários, para adequar ao novo panorama de demanda dos voos.

Anteriormente a Air France declarou trocar encomendas de aeronave de duplo corredor com a KLM, com finalidade de padronizar a frota. A companhia também deve anunciar em breve uma encomenda para aeronaves de nova geração, dos modelos A320neo ou 737 MAX, como forma de economizar nos gastos com combustível.

A KLM operará voos somente com o Boeing 787 Dreamliner, e não vai incorporar na sua frota o Airbus A350, ao contrário, a Air France receberá todos os pedidos realizados para o A350, envolvendo 28 aeronaves.

A Air France ainda tem 11 encomendas para o 787-9 Dreamliner, que serão repassadas para a KLM, que já registrava 8 encomendas restantes para o 787-10 Dreamliner. Agora a KLM deverá ter no futuro cerca de 24 aviões 787-9 na sua frota, atualmente a companhia opera com 11 aviões deste modelo.

Enquanto isso a Air France esperava enviar 7 aviões A350-900 para a KLM, e ficar com 21 aeronaves da encomenda, mas agora ficará com todos os 28 aviões. A companhia também ressaltou que vai continuar a operar com as sete aeronaves 787-9 que já estão na frota.