Airbus

A Airbus continua avançando na sua pesquisa que possibilitará uma maior economia de combustível pelas companhias aéreas. Esta é sobre voo em formação com aeronaves, algo que promete reduzir o consumo de combustível em até 10%.

Dois aviões Airbus A350 da Airbus estão sendo utilizados há quase um ano nos testes, que continuam. Ao mesmo tempo a fabricante trabalha o conceito com vários administradores de serviços de navegação aérea, como a NATS do Reino Unido e a Eurocontrol, responsável pelo espaço aéreo da União Europeia.

A coordenação da implementação desta tecnologia com órgãos de controle de tráfego aéreo é importante, visto que a separação de apenas 2,7 km entre aeronaves em voos transatlânticos precisa de um monitoramento extra pelos softwares e dos controladores de voo.

Ao mesmo tempo, a Airbus está estudando o uso de aeronaves A350 da French Bee e da SAS em voos de longa distância com o distanciamento entre as aeronaves reduzido. Este teste está programado para ser iniciado nos próximos meses.

A Airbus e seus parceiros desenvolveram um kit de ferramentas de software, denominado MultiFly, para identificar aviões que podem ser emparelhados em formação, inicialmente apenas com aeronaves do mesmo modelo.

O kit de ferramentas calcula onde dois aviões se encontram, que rota eles voarão juntos e onde eles irão eventualmente se separar. Encontrar aeronaves que possam voar juntas pelo maior tempo possível, apesar de partirem de aeroportos diferentes, é a chave para o sucesso operacional, diz o DLR, um dos parceiros.

A meta é reduzir em 5% o consumo de combustível, com picos de até 10% de redução durante um voo de longa distância.

 

Tecnologia inspirada na natureza

O conceito de voar sempre partiu, pelos humanos, da observação das aves em voo, e do formato aerodinâmico de suas curvas.

No início muitos pesquisadores se desdobraram para descobrir o formato de asa que proporcionava sustentação enquanto a “carga” não estivesse tocando em solo.

Chegaram ao ponto, um modelo que cria um diferencial de pressão entre o extradorso e o intradorso, no início esse conceito permitiu a criação de vários planadores, visto que não havia um motor com a potência necessária para a ave artificial sair do chão por meios próprios. Bem! Isso durou até 1906…

E agora, no Século 21, a Airbus quer mudar a maneira de voar com base no voo em formação das aves, e suas características que nos dias atuais podem reduzir o consumo de combustível, sem nenhuma alteração tecnológica.

Quando um pássaro bate as asas, o ar flui sobre as asas e gira para trás das pontas das asas. Esse fluxo cria um turbilhão de ar em fluxo turbulento, contendo energia cinética.

Quando o núcleo energético da esteira arrasta o ar circundante, ele cria correntes suaves. Um pássaro que entra nessa corrente ganha energia cinética e pode ter o privilégio de reduzir as suas “batidas de asa”, diminuindo a energia necessária para se manter em voo.

Como os pássaros não são burros, eles voam em formação, e sempre vão trocando de posição, para que todos os pássaros possam desfrutar, em algum momento do voo, de uma exigência menor de energia para se manter no ar.

É por essa característica que um bando de pássaros de migração conseguem voar por horas sem parar, aliviando a carga de trabalho de cada um.

 

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