A Cathay Pacific firmou um acordo de colaboração com a Airbus para desenvolver tecnologias de tripulação reduzida. Esta engloba a pilotagem da aeronave com um único tripulante, ao contrário dos dois exigidos atualmente para a condução da aeronave.

O programa Project Connect, da Airbus, pode estabelecer a operação do A350 a partir de 2025 com somente um piloto dentro do cockpit. Esta acontecerá somente em voos de longa distância (maior que quatro horas), e em regime de cruzeiro, com velocidade e altitude estabilizadas.

“Embora estejamos nos envolvendo com a Airbus no desenvolvimento do conceito de operações de tripulação reduzida, não nos comprometemos de forma alguma em ser o cliente de lançamento”, disse a companhia de Hong Kong. “A adequação e eficácia de qualquer implementação, bem como (a) análise geral de custo-benefício (dependerá) em última análise, de como a pandemia se desenvolverá”.

Esse tipo de certificação pode diminuir os custos de qualquer companhia operadora do A350, visto que diminui a quantidade de tripulantes técnicos que a companhia necessita para cada voo de longa distância.

Normalmente nesses voos de longa distância a aeronave precisa ser pilotada por uma tripulação composta, também chamada de tripulação de revezamento, com a presença de três ou quatro pilotos durante o voo, dependendo da duração do mesmo.

Com esse projeto da Airbus, o A350 poderá fazer voos com mais de 8 horas de duração com somente dois ou três pilotos a bordo. Este também não deixa de ser um passo para a padronização das operações com somente um piloto.

É provável que este projeto encontre, nos sindicatos, uma resistência de pilotos já atingidos por demissões em massa e preocupações de segurança com a automação de aeronaves.

Atualmente a Cathay Pacific tem 41 aviões da família Airbus A350XWB na sua frota, com encomendas para mais 7 aviões.

 

Via: Reuters