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Depois do projeto BLADE, para criar uma asa de fluxo totalmente laminar, a Airbus está conduzindo testes com um aeromodelo baseado no A321, para aferir uma nova tecnologia aerodinâmica para as asas, que foi batizada de AlbatrossOne.

A Airbus se inspirou na natureza para desenvolver seu conceito de “dobradiça semi-aeroelástica”, para reduzir o arrasto e o peso total das asas, ao mesmo tempo em que combate os efeitos da turbulência e das rajadas de vento.

A pequena aeronave conduzida remotamente já realizou seus primeiros voos para provar o conceito. Os primeiros voos de teste do demonstrador AlbatrossOne, desenvolvido por engenheiros da Airbus em Filton, foram concluídos em fevereiro, após um programa de desenvolvimento de 20 meses. 

“Embora as pontas das asas articuladas não sejam novas – os jatos militares as empregam para permitir maior capacidade de armazenamento em porta-aviões – o demonstrador da Airbus é a primeira aeronave a testar em voo, equipando as asas para aliviar os efeitos das rajadas de vento e turbulência”, explicou Tom Wilson, engenheiro da Airbus, com sede em Filton, norte de Bristol, no Reino Unido.

“Nós nos inspiramos na natureza, a ave albatroz utiliza essa técnica para voar por longas distâncias, que também ajuda quando ocorrem rajadas de vento ou é necessária uma manobra.”

No AlbatrossOne, a Airbus equipou um terço da asa com a parte alterada, uma leve aba de diedro positivo, semelhante a um grande winglet na ponta da asa.

A Airbus disse que o conceito é capaz de diminuir os esforços da asa para sustentar o peso da aeronave, e isso resulta em menores reforços na caixa de asa, uma estrutura especial localizada na parte central da fuselagem, onde as asas de uma aeronave são parafusadas.

Jean-Brice Dumont, Vice-Presidente Executivo de Engenharia da Airbus, disse: “Quando há uma rajada de vento ou turbulência, a asa de uma aeronave convencional transmite cargas enormes à fuselagem, portanto a base da asa deve ser fortemente reforçada, acrescentando peso à aeronave.”

As duas partes da asa foram construídas por polímeros reforçados com fibra de carbono e fibra de vidro, bem como componentes de fabricação de camadas aditivas.

“O próximo passo é realizar mais testes para combinar os dois modos, permitindo que as pontas das asas assumam uma angulação maior durante o voo”, acrescentou.

 

Veja essa aeronave em voo no vídeo abaixo:

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