Airbus A320neo CFM Leap
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(Reuters) – A Airbus está realizando estudos para o desenvolvimento de aeronaves com propulsão híbrida-elétrica a fim de reduzir as emissões de aviões a jato, afirmou a fabricante no dia 26 do último mês.

A fabricante divulgou a iniciativa em um documento que projeta mais de um milhão de toneladas de emissões de CO2 equivalente ao longo da vida de cada jato da geração atual, ao se tornar o primeiro fabricante de aviões a relatar as chamadas emissões de “Escopo 3”.

Até agora, a Airbus publicou principalmente o hidrogênio como a fonte de energia preferida para futuros aviões, prometendo lançar o primeiro avião comercial movido a hidrogênio em 2035.

“O trabalho da empresa em voos elétricos lançou as bases para nosso futuro conceito de aeronave comercial de emissão zero”, disse a Airbus, acrescentando que “agora está explorando uma variedade de opções de tecnologia híbrida-elétrica e de hidrogênio”.

Embora os especialistas digam que o hidrogênio pode alimentar aviões relativamente pequenos e galvanizar investimentos verdes, ele apresenta desafios devido ao seu volume e à necessidade de uma nova infraestrutura. A Boeing, principal concorrente, minimizou a ideia.

Diversas fontes da indústria dizem que a principal opção para uma futura substituição do A320 de 150 assentos, com probabilidade de entrar em serviço na década de 2030, envolve a energia elétrica híbrida, com o hidrogênio provavelmente só abastecendo aviões de grande porte mais tarde.

Os fabricantes de motores estão explorando ativamente motores de rotor aberto com blades (pás) visíveis, usando uma mistura de motores tradicionais e propulsão elétrica para futuras substituições do Airbus A320 e do Boeing 737, disseram autoridades da indústria à Reuters.

Solicitado a comentar sobre seus planos híbrido-elétricos, um porta-voz da Airbus disse: “Apenas uma combinação de tecnologias, incluindo hidrogênio, nos ajudará a ter como meta a emissão zero”.

Em 2019, a Airbus inaugurou uma instalação para testar sistemas alternativos de propulsão e combustíveis na Europa.

A empresa também está usando um turboélice Daher-Socata TBM 900 para analisar a propulsão distribuída com o motor padrão complementado por motores elétricos montados nas asas, disse o porta-voz da Airbus.