A Airbus apresentou recentemente os seus resultados financeiros do primeiro trimestre de 2018, período que foi de janeiro a março.

A empresa (Airbus Group) teve uma receita de € 10,1 bilhões no período, em comparação com € 11,4 bilhões no mesmo período de 2017.

A Airbus justificou a menor receita devido a queda no número de entregas de helicópteros, além de uma forçada redução na produção de aviões comerciais devido aos problemas nos motores Pratt & Whitney dos A320neo, que viabilizou somente a produção desse modelo de aeronave equipada somente com motores CFM Leap-1A durante esse período.

No total a Airbus entregou 121 aeronaves comerciais no primeiro trimestre, abaixo dos 136 aviões de 2017. Já a unidade de helicópteros também registrou queda, visto que em 2018 entregou 52 helicópteros no primeiro trimestre e em 2017 esse número foi de 78 unidades.

O EBIT ajustado foi de € 14 milhões, apesar da queda na receita, enquanto no ano passado contabilizando o mesmo período foi de € -19 milhões.

O EBIT (reportado) foi de € 199 milhões, enquanto no primeiro trimestre de 2017 foi de € 575 milhões.

O lucro geral no período foi de 283 milhões de euros, cerca de 31% menor em comparação com o mesmo período de 2017. O lucro por ação foi de 0,37 euros.


Em nota aos investidores a Airbus declarou que continua com seu planejamento de entregar mais de 800 aviões em 2018, na área de aviação comercial, e também mantém sua divisão de aviões militares e equipamentos espaciais competitiva, através de extensas modernizações dos seus equipamentos e tecnologia de vanguarda para os satélites.

A Airbus disse que já reagiu aos atrasos de produção do A320neo ao colaborar com um plano feito conjuntamente com a CFM, fabricante dos motores Leap-1A, e asso, conseguiu recuperar parte do período em atraso. Ao mesmo tempo a Airbus está realizando estudos para aumentar a produção do A320neo, como forma de atender à demanda do mercado.

Já o A330 sofrerá uma redução nas entregas, devido à baixa demanda, enquanto a Airbus padroniza a produção de 10 aviões por mês da família A350XWB.

Nos dois programas (A330 e A350) o foco é na redução dos custos de fabricação, para aumentar o lucro e também a capacidade da empresa em atrair novos clientes, visto que o preço do produto ficará mais barato.

 

Encomendas

No primeiro trimestre a Airbus teve um saldo líquido de 45 encomendas para a parte de aviões comerciais, enquanto de pedidos brutos registrou 68 unidades.

No final de março havia 7189 aeronaves comerciais da Airbus encomendadas, e mais 104 na divisão de helicópteros.

 

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