American Airlines apresenta prejuízo de US$ 3,4 bilhões no segundo trimestre

A American Airlines teve um prejuízo líquido de US$ 3,4 bilhões no segundo trimestre de 2020 (2T20), em dados apresentados pela companhia nesta quinta-feira (23/07). O prejuízo da American foi causado principalmente pela pandemia, algo que está afetando as suas operações desde o primeiro trimestre.

A empresa teve uma despesa ao longo do segundo trimestre de US$ 2,5 bilhões com salários e funcionários, além de um gasto operacional e com impostos de US$ 1,6 bilhão. Esses valores foram parcialmente cobertos por uma receita até considerável no período, de US$ 1,1 bilhão passagens aéreas, US$ 130 milhões com cargas, e US$ 384 milhões com a venda de serviços para passageiros e terceirizados.

A American Airlines diz que está recuperando a cada mês a demanda por voos, e tem uma liquidez de US$ 10,2 bilhões aproximadamente. Somente no segundo trimestre a companhia conseguiu colocar mais US$ 3,6 bilhões em seu caixa, sem contabilizar a ajuda do Governo dos EUA.

“Agimos rapidamente para melhorar nossa liquidez, economizar dinheiro e garantir que os clientes estejam seguros quando viajam”, continuou Parker. “Há muita incerteza pela frente, mas continuamos confiantes de que sairemos dessa crise mais ágil e mais eficiente do que nunca”.

Contabilizando um auxílio do governo norte-americano, a American Airlines encerrou o 2º trimestre com uma liquidez de US$ 16,2 bilhões, um valor bem considerável.

 

Eficiência e retomada de voos

A companhia também destacou que na parte da eficiência ela deverá voltar ainda melhor. Visto que durante o 2º trimestre a American Airlines optou por aposentar aviões mais velhos, como o Boeing 757 e 767, e versões mais antigas do 737 e A320.

No total a American Airlines removeu cerca de 150 aeronaves da sua frota, todas de geração antiga, e com menor eficiência. Anteriormente a empresa operava com cerca de 970 aviões.

Desta forma a American Airlines volta com aviões mais novos, e que consomem menos combustível, melhorando o custo operacional. Além disso, a companhia também poderá readequar seu quadro de funcionários a partir do final de setembro, diminuindo ainda mais os gastos.

Ao todo mais de 41.000 funcionários da American Airlines entraram em programas alternativos à demissão em massa. A companhia ofereceu aposentadoria antecipada, redução do horário de trabalho, demissão voluntária e até mesmo uma licença não remunerada.

 

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