Em uma aeronave, a matrícula da mesma equivale a placa de um carro, é um recurso de fácil identificação, e geralmente fácil pronúncia, com padronização internacional para duas aeronaves nunca terem a mesma matrícula em todo o mundo.

No Brasil utilizamos matrículas dentro do padrão PR-***, PP-*** e PT-***, onde o * pode ser substituído livremente por uma letra de A a Z, desde que a matrícula não seja repetida.

A última alteração foi a inclusão da série PR-, no início desse século, desde então mais companhias apareceram no mercado, muitas das “tradicionais” faliram, e diversas matrículas foram subutilizadas por anos, em 2018, com o crescimento da aviação, a necessidade de adotar um novo padrão foi colocada em pauta, apesar das 26 possibilidades que podemos ter em cada caractere, dos três no total.

Através de uma intervenção da ANAC, neste ano o Brasil iniciou a implementação da série PS-***, onde o * pode ser substituído livremente por uma letra de A a Z.

Isso foi descoberto pois a ANAC colocou no seu sistema uma matrícula PS-BFF (matrícula bem sugestiva!), onde a mesma registrava um helicóptero Agusta AW139. A finalidade é executar alguns testes internos, e possibilitar que essa série de matrícula entre em vigor nos próximos anos, para as futuras aeronaves registradas no Brasil.

Lembrando, cerca de 75% da frota de aeronaves do Brasil é composta por aviões de aviação geral, e os outros 25% dos aviões são operados por Companhias Aéreas em voos regulares. Ao todo o Brasil tem cerca de 22100 aeronaves registradas e ativas no sistema da ANAC.