A Lion Air divulgou que um dia antes do acidente com o Boeing 737 MAX 8 da própria empresa, que ocorreu no dia 29 de outubro, pilotos da companhia encontraram dificuldades com o sistema MCAS da aeronave.

De acordo com a companhia, o problema foi solucionado por um piloto que estava voando de “extra”, no jump seat, um assento localizado atrás do assento do comandante, justamente para levar um tripulante extra caso a companhia necessite.

O 737 MAX entrou em um ‘mergulho’ não comandado, ativado pelo MCAS, o piloto que estava de “extra”, fora do seu horário de serviço, disse aos pilotos como desativar o sistema de trim da aeronave, e desabilitar qualquer atuação do MCAS. É possível realizar isso através do “Stab Trim”, que comanda o acoplamento do auto-compensador do trim.

No dia seguinte o mesmo avião sofreu o acidente que não deixou sobreviventes. A informação foi divulgada recentemente por investigadores da Indonésia, de acordo com o Bloomberg, e pode apontar métodos de melhorar o treinamento de tripulantes para o 737 MAX.

Os investigadores do acidente da Lion Air apontaram que a tripulação do voo que caiu no dia seguinte (29 de outubro) não sabia como reagir ao problema, eles ficaram por vários minutos tentando amenizar os efeitos do sistema MCAS utilizando o manche da aeronave, através dos controles do profundor. O gravador de voz apontou que eles recorreram ao manual de referência rápida da aeronave, um resumo de como lidar com situações incomuns ou de emergência.