Emirates Airbus A380
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A Emirates divulgou nesta terça-feira (15) os seus resultados financeiros relativos ao ano fiscal de 2020/2021, quando a companhia sofreu o impacto da pandemia do coronavírus. Os resultados são relativos ao período de abril de 2020 a março de 2021.

Com um recorde de prejuízo, a sempre lucrativa Emirates registrou um resultado negativo em US$ 5,5 bilhões. De acordo com a aérea, este foi obtido devido aos impactos de viagens internacionais, apesar da crescente demanda pelo transporte de cargas no modal aéreo.

O Grupo Emirates, que abriga empresas como a Dnata, teve um prejuízo de US$ 6,0 bilhões.

A receita total foi de US$ 8,4 bilhões para a companhia, uma queda de 66% frente a 2019, e US$ 9,7 bilhões para o Grupo Emirates.

No período a Emirates chegou a ficar com quase 200 aviões inoperantes em solo, e somente agora está começando a reativar as suas aeronaves de forma acelerada.

A taxa de ocupação dos assentos foi de aproximadamente 44,3% no último ano. A média da companhia antes da crise estava sendo de 78,4%. O número de passageiros que voaram ainda é surpreendente, com 6,6 milhões, porém, é o mais baixo em 20 anos.

A companhia também divulgou que de abril de 2020 até março deste ano reduziu em 50% a sua força de trabalho, passando de 40801 para quase 20000 pessoas trabalhando.

 

Injeção de dinheiro estatal

Devido ao extenso prejuízo, o Governo de Dubai precisou injetar dois auxílios financeiros na Emirates, no valor total de US$ 3,1 bilhões. O último aporte estatal foi de US$ 1,1 bilhão realizado nos últimos meses, e um primeiro de US$ 2 bilhões, no início da crise.

Este foi o maior período de prejuízo anual da companhia árabe. Anteriormente a Emirates só registrou prejuízo em 1985, 1986 e 1987, nos primeiros anos de operação, apesar de ser estatal, a Emirates sempre foi administrada para ser lucrativa.