Itapemirim ITA
Foto: Gabriel Melo/Aeroflap

No final de dezembro, a Itapemirim Transportes Aéreos divulgou em um comunicado interno que estaria enviando três aviões ao exterior, com a finalidade de “realizar a manutenção dessas aeronaves”.

Agora, em uma publicação realizada nesta quinta-feira (13)  pelo Congresso em Foco, duas aeronaves da companhia aérea serão enviadas aos Estados Unidos, mais precisamente no dia 17 de janeiro.

Segundo um ofício da ANAC encaminhado ao deputado Roman (Patriota-PR) e obtido pelo Congresso em Foco, as aeronaves PS-SFC e PS-ITA de propriedade da DCAL 2 Leasing Limited realizarão um “translado para uma base onde a aeronave será armazenada” no aeroporto internacional de Tucson, nos Estados Unidos. 

Além disso, para que o envio das aeronaves aos Estados Unidos fosse concedido pela ANAC, tanto o PS-SFC quanto o PS-ITA realizaram uma inspeção na TAP Maintenance & Engineering (TAP M&E). Curiosamente, a Digex também fazia a manutenção dos aviões da ITA no Brasil

Por outro lado, a assessoria de imprensa da Itapemirim Transportes Aéreos afirma que o envio das aeronaves aos Estados Unidos se trata para a realização de manutenção das mesmas pelo fato da TAP M&E estar encerrando as suas atividades no Brasil.

Apesar dos rumores, ainda não se sabe se o voo de translado aos Estados Unidos de fato significa a devolução em definitivo, já que o aeroporto internacional de Tucson é bastante utilizado para o armazenamento e preservação para aeronaves que estão fora de uso graças ao seu clima predominantemente quente, algo bastante comum desde o início da pandemia da Covid-19 por operadores aéreos do mundo todo. 

Com as incertezas sobre o futuro sobre o retorno operacional da Itapemirim, existe uma grande probabilidade das empresas proprietárias das aeronaves que prestam serviços para Itapemirim terem solicitado o retorno imediato dessas aeronaves, algo que pode ser visto como prejudicial para o mercado de aviação no Brasil, Pois existe a possibilidade de as futuras locações de aeronaves para os operadores brasileiros serem vistos com um maior risco por parte dos arrendadores e, com isso, uma alta nos preços de locação.  

Confira o ofício na íntegra: 

Com informações: Congresso em Foco

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