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Caças JF-17 Thunder. Foto: Força Aérea Paquistanesa.

O Ministério da Defesa da Argentina publicou uma nota nesta terça-feira (21) onde faz esclarecimentos sobre a notícia de que o país estaria adquirindo caças JF-17 Thunder, Block III de origem sino-paquistanesa. 

No dia 17/09, o perfil AEROSINT Division PSF — gerenciado pelo think-tank de experts de defesa paquistanês Pakistan Strategic Forum — publicou no Twitter que a Argentina teria incluído US$ 664 milhões em financiamento para a compra de 12 caças PAC JF-17A/B Bloco III (10 JF-17A de um assento e dois JF-17B bipostos) em um projeto de orçamento para 2022, apresentado ao governo. A notícia logo se espalhou pela web, sendo publicada e republicada em diversas mídias. 

No entanto, o órgão argentino publicou hoje a seguinte nota: “O Ministério da Defesa informa que, por meio de Nota de Autorização de Operações de Crédito Público, solicitou a inclusão no Orçamento de 2022 da autorização para gestão de crédito de até US$ 664 milhões para aquisição de caças polivalentes, para fiscalização e controle do espaço aéreo. Da mesma forma, este ministério esclarece que não foi emitida a compra de aeronaves supersônicas de qualquer origem e está em fase de avaliação técnico-econômica e financeira de cinco alternativas.” A pasta não informou, até o momento, quais são as outras aeronaves avaliadas. 

O JF-17 é um caça desenvolvido pelo Paquistão em conjunto com a China (que o designa FC-1), onde os paquistaneses detém 58% da fabricação das peças e a China os 42% restantes. O motor é o Klimov RD-93 de origem russa, baseado no RD-33 usado no MiG-29 Fulcrum e demais caças da família, capaz de impulsionar o caça à velocidades próximas de Mach 1.8 (cerca de 2205 Km/h).

A aeronave pode empregar uma série de mísseis ar-ar e ar-solo, bombas guiadas, pods e sensores e está operacional nas forças aéreas do Paquistão, Nigéria e Myanmar. 

Primeiro voo do JF-17 Block III, em dezembro de 2015.

Desde que a Força Aérea Argentina aposentou os caças Mirage em 2015, o país vem tentando adquirir aeronaves de combate supersônicas para atuar nas missões de defesa aérea, que hoje são realizadas por poucos A-4AR Fightinghawk.

Todavia, as tratativas acabam esbarrando no bloqueio britânico, por conta dos conflitos pelas Ilhas Falklands/Malvinas, em 1982, onde o Reino Unido saiu vitorioso. No ano passado, o governo britânico bloqueou, definitivamente, a compra de aeronaves KAI FA-50, da Coreia do Sul, pela Argentina. O jato possui pelo menos seis componentes principais fabricados no Reino Unido, que embargou a exportação dos materiais. 

O JF-17 usa o assento ejetor PK16LE, fabricado pela britânica Martin-Baker, mas, segundo o Aerotime News, o site argentino Full Aviacíon, afirmou que a CATIC (China National Aero-Technology Import & Export Corporation) disse que os JF-17/FC-1 poderiam ser equipados com os assentos ​​HTY-5D de origem chinesa, já usados no Chengdu J-10, o que contorna o embargo do Reino Unido. Em maio, foi revelado que funcionários da CATIC estavam na Argentina para negociar as aeronaves.

De qualquer forma, fica claro interesse por parte do Governo Argentino no JF-17, porém, a tratativa está apenas no começo. A Rússia também fez ofertas à Argentina, mas não há mais informações sobre as conversas entre Moscou e Buenos Aires. 

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