A Arianespace lançou ontem mais um foguete Ariane 5 com dois satélites a bordo. Um deles é o SES-14, que será dedicado para serviços de telecomunicação na América Latina e América do Norte. O tipo de órbita do satélite é geoestacionária, ele fica na posição 47,5° W.

O SES-14 também é nomeado como SES-14/GOLD, pois o segundo nome indica uma parceria da empresa com a NASA, para colocar o experimento Gold-Scale Observations of the Limb and Disk, que busca observar maiores relações entre a Terra e o Sol e aumentar a compreensão da termosfera-ionosfera.

O projeto GOLD cria uma imagem da órbita geoestacionária acelerada, reduzindo a duração de 24 horas para apenas 30 minutos, assim é possível ter medições detalhadas, através de um espectrograma de imagem ultravioleta que mede densidades e temperaturas diferentes da atmosfera, em grande escala sobre a resposta da atmosfera superior quando o Sol exerce alguma interação com ela, bem como a ação da magnetosfera e da baixa atmosfera.

Já o satélite SES-14 conta com duas bandas de frequência, a banda C é projetada para os serviços de televisão via satélite, enquanto a banda Ku é focada em transmissão de dados (internet) via satélite para aeronaves, embarcações e locais de difícil acesso.

O segundo satélite é o Al Yah 3, dos Emirados Árabes Unidos, também de órbita geoestacionária, é focado em aumentar a participação da empresa Al Yah nos serviços de comunicação em Banda Ka na África e no Brasil com bons 58 transponders, sendo 53 em Banda Ka e outros de controle de órbita. Ele abrange 60% da população africana e mais de 95% da população brasileira. 

O lançamento foi realizado às 19h20 a partir do Centro Espacial da Guiana na Guiana Francesa (América do Sul). O primeiro estágio acionou como previsto, mas o segundo estágio depois de acionar na altura de Natal (RN/Brasil) teve um problema com a telemetria que foi interrompida, sem demais dados sobre o foguete, os engenheiros ficaram esperando a informação de órbita dos satélites, depois do período de separação.

Os satélites foram ligados em órbita, e mesmo com a falha de dados do segundo estágio, está garantida a operação dos equipamentos.