Ataque dos EUA no Iraque pode aumentar preço do Querosene de Aviação

O ataque realizado pelos Estados Unidos ao Aeroporto de Bagdad, que resultou na morte do morte do comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, pode resultar na alta dos combustíveis em todo o planeta, afetando inclusive as companhias aéreas.

O preço do barril de petróleo logo subiu, após os ataques, visto que boa parte do petróleo é extraído no Oriente Médio, e a OPEP faz um controle dos preços internacionais.

O petróleo Brent subia 1,82 dólar, ou 2,75%, a 68,07 dólares por barril, às 14h36 (horário de Brasília), após tocar máxima de 69,50 dólares na sessão, seu maior valor desde meados de setembro, quando instalações petrolíferas da Arábia Saudita sofreram ataques.

Com a alta, nos EUA o preço bateu a última máxima registrada em abril de 2019, nesta sexta-feira (03/01).

Na aviação o custo do combustível pode chegar a até 35% do faturamento de um voo, principalmente no Brasil, onde o mesmo é carregado com muitos impostos estaduais e federais.

O Querosene de Aviação é derivado diretamente do petróleo, e sofre variação de acordo com o preço do mesmo.

Bolsonaro descartou a possibilidade de tabelar o preço do produto para controlar impactos e disse que vai discutir o assunto com a equipe econômica e com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno.


Porém para a aviação o governo pretende baratear o insumo, retirando em 2020 o PIS/Confins, atualmente vinculado ao preço final do QAV. Juntamente com a redução do ICMS em vários estados, essa deve ser mais uma medida do governo atual para tentar baratear o QAV, como forma de atrair mais companhias aéreas para o Brasil.

O preço, no entanto, pode ser controlado ao longo de 2020, se não houver uma guerra, visto que há um excesso de oferta diária de petróleo na Rússia e nos países que compõem a Opep.

O Iraque é o segundo maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

 

Com informações de Reuters e EBC.