Um MH-60R da Marinha Real Australiana (RAN). Foto: Jakob Kapelj/RAN.

O Ministério da Defesa Australiano decidiu aterrar completamente os helicópteros MH-60R Seahawk da Marinha Real Australiana (RAN) depois de um acidente no Mar das Filipinas na noite do dia 13 de outubro. A tripulação, composta de três militares, teve que fazer um pouso forçado na água por uma falha ainda não revelada.

O Seahawk australiano realizava um voo de rotina e estava embarcado no navio HMAS Brisbane, um destroyer da Classe Hobart. A embarcação estava no Mar das Filipinas junto do HMAS Warramunga, uma fragata da Classe Anzac, para uma missão de desdobramento de presença regional. Os tripulantes foram resgatados por barcos do HMAS Brisbane, aproximadamente 20 minutos após a queda do helicóptero. Eles sofreram ferimentos leves e receberam cuidados médicos.

Por conta do sinistro, o Ministério da Defesa ordenou que todos os MH-60R fiquem em solo enquanto se investigam as causas do acidente. Os navios Brisbane e Warramunga estão buscando destroços que possam auxiliar na investigação e o Ministério também avalia o impacto do acidente no andamento da missão.

O destroyer HMAS Brisbane (DDG-41). Foto: Nick-D via Wikimedia (CC BY-SA 4.0)

“Com a tripulação a salvo, investigar as circunstâncias que levaram à queda do helicóptero é a prioridade no momento”, disse o Comandante da Frota Australiana, Contra-Almirante Mark Hammond, que também elogiou os esforços da equipe de resgate. “O resgate bem-sucedido deve-se à devoção ao dever e à habilidade dos oficiais e marinheiros do HMAS Brisbane”, afirmou. “Suas ações imediatas garantiram a sobrevivência da tripulação, validando o significativo treinamento realizado em caso de emergência desta natureza.”

A queda do Seahawk ocorreu dias depois que o Governo dos Estados Unidos aprovou a venda de mais 12 helicópteros MH-60R para a Austrália, um negócio avaliado US$ 985 milhões.
Helicópteros MH-60R da Marinha Real Australiana. Foto: RAN.
A RAN opera 24 helicópteros MH-60R multimissão, adquiridos entre 2013 e 2016. As aeronaves são armadas com torpedos Mk.54 e mísseis ar-solo AGM-114 e são empregadas em operações contra submarinos e embarcações de superfície, busca e resgate, inserção e extração de tropas, dentre outras missões.

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