Jatos 737 MAX groundeados. Foto: Lindsey Wasson/Reuters.

(Reuters) – A Austrália suspendeu a proibição dos voos do Boeing 737 Max nesta sexta-feira (26), tornando-se um dos primeiros países na região da Ásia-Pacífico a fazer isso. 

Graeme Crawford, chefe interino da Autoridade de Segurança da Aviação Civil, disse em comunicado que a agência está confiante que a aeronave está realmente segura. 

O regulador aceitou requisitos abrangentes de retorno ao serviço definidos pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) para o 737 MAX, acrescentou.

Nenhuma companhia aérea australiana opera os jatos mas a Virgin Australia tem 25 unidades encomendadas. A Singapore Airlines e Fiji Airways operaram o modelo em voos para a Austrália.

A Singapore Airlines e a Fiji Airways também precisarão de aprovação para retomar os voos com o 737 MAX de seus respectivos reguladores nacionais e de outras autoridades onde precisam usar o espaço aéreo.

O Max foi aterrado em março de 2019 após dois acidentes fatais. Crawford disse que não estava claro quando essas companhias aéreas retomariam os voos para a Austrália devido à interrupção do COVID-19 nas viagens aéreas internacionais.

Reguladores dos Estados Unidos, Europa, Grã-Bretanha, Canadá, Brasil e Emirados Árabes Unidos estão entre os que já aprovaram o retorno ao vôo do 737 MAX após modificações técnicas e treinamento adicional de pilotos.

A China foi o primeiro país a banir o modelo  de seu espaço aéreo em 2019 e não indicou quando suspenderá a proibição.

A Boeing disse na sexta-feira que está trabalhando com reguladores e clientes para retornar o 737 MAX ao serviço com segurança em todo o mundo.