Autoridade de aviação francesa divulga relatório sobre incidente com Boeing 737 da Ryanair

O Bureau de Enquetes e Análises da França para a Aviação Civil (BEA) publicou um relatório sobre o incidente envolvendo um Boeing 737-800 da Ryanair, que estava voando em baixa altitude enquanto fazia um procedimento de pouso.

No dia 29 de janeiro de 2015, um Boeing 737-800, operando o voo R-8592 do Aeroporto London Stansted (STN) para o Aeroporto Bergerac Dordogne Périgord (EGC), ficou abaixo de uma altitude segura durante a aproximação para pouso.

A aeronave de matrícula EI-EMK estava com 172 ocupantes entre passageiros e tripulação. Ao se aproximar para pouso no Aeroporto de Bergerac, a visibilidade era muito ruim no momento. A tripulação recebeu orientações do sistema automatizado de aproximação do cabeceira 28, conhecido como RNAV.

Ao realizar a manobra a aeronave desceu abaixo da altitude de segurança, o que levou a tripulação a abortar a aproximação para pouso. A aeronave subiu novamente para uma altitude segura e 24 minutos depois realizou o pouso com segurança.

O incidente ocorreu por uma questão de baixa altitude na rampa para pouso. O Boeing 737 estava a 13 km de distância da pista de pouso, mas com uma altitude de 842 pés. A aeronave chegou a alertar os pilotos sobre a baixa altura, e o comandante decidiu arremeter.

No momento que recebia o alerta, o co-piloto realizava uma curva em meio as nuvens e sem qualquer referência visual. Ele tinha 27 anos e apenas 400 horas de voo, e nunca havia arremetido em um Boeing 737, nem realizado um pouso com baixíssima indicação visual.

O relatório indica que os pilotos perderam a condição situacional de altitude e localização, indica também que o comandante disse ao co-piloto para realizar a aproximação e pouso com equipamento de navegação e auxílio, devido às condições adversas no Aeroporto. 


O relatório constatou que a preparação do comandante e do co-piloto para a tentativa de pouso era ‘insuficientemente precisa e completa’.

Ele disse: “Isso resultou em confusão pelo capitão sobre o percurso horizontal que estava sendo realmente levado pela aeronave.

“Esse estado de confusão o levou a pedir a descida prematura da aeronave, abaixo da altitude mínima de segurança”.

A investigação descobriu que o sistema padrão de aterrissagem por instrumentos estava fora de serviço no aeroporto e o comandante não usou o equipamento de navegação por satélite mais preciso durante a aproximação, conhecido como RNAV.

Após o incidente, a Ryanair mudou seus procedimentos operacionais e disse aos pilotos para não usar abordagens semelhantes de “baixa precisão” enquanto estavam no piloto automático.

O avião teria atingido o chão em 40 segundos se continuasse a descer enquanto estava com uma altitude de 800 pés, segundo o relatório.

 

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