Aviação executiva deve ter retomada mais rápida do que a aviação comercial

Foto - Bombardier

Mesmo com a redução drástica em todo o mundo dos pousos e decolagens, a aviação executiva aposta numa retomada mais rápida do que a comercial no Brasil.

De acordo com André Bernstein, diretor da Solojet Aviação, o Brasil é um país de dimensões continentais e executivos, empresários e fazendeiros vão continuar precisando se deslocar para seguir em seus negócios e usarão a aviação executiva.

“A demanda por táxi aéreo e compartilhamento de aeronaves também tende a crescer porque não só a oferta de voos comerciais deve demorar a ser restabelecida, como muitos vão preferir voar em aeronaves executivas para se proteger do risco de contágio”, disse Bernstein. 

No segmento de compra e venda, o diretor também vê com otimismo, em especial o interesse por aeronaves seminovas e usadas.

“Há uma expectativa de que a demora será maior na entrega de aeronaves novas, em função da paralisação da indústria e a demanda por aeronaves seminovas será maior. Ao mesmo tempo, a redução do valor de investimento chega a 50% e os brasileiros que já estavam vendo com bons olhos as aeronaves usadas, pós pandemia, devem se voltar ainda mais para este mercado”, disse Bernstein. 

Segundo ele, como em toda situação de crise, pessoas e empresas tendem a fazer seus investimentos de forma mais cautelosa. Por isso, a aposta pode ser também um aumento na demanda por compartilhamento de aeronaves. 

 

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