O ano de 2020 para a aviação foi péssimo, os números que vinham em uma crescente alteração se dissiparam na chegada da pandemia do Covid-19. Milhares de voos foram cancelados, restrições de entrada e saída dos países, companhias aéreas entrando em colapso financeiro e pedindo ajuda aos governos locais.

Diante de um ano de 2019 ótimo para a aviação, o ano de 2020 cortou praticamente pela metade todos os números que levaram alguns anos para chegar. Com a chegada de novas companhias, novas aeronaves, o mercado necessitava de trabalhadores para todas as áreas de uma companhia aérea, em especial tripulantes.

As contratações aconteciam a todo vapor, o que ajudava a movimentar a economia global e traria lucro para diversos setores. No ano de 2020 temos 300 mil pilotos ativos, cerca de 87 mil a menos em relação a 2019. Um estudo feito por uma empresa canadense de treinamento e simulação, o CAE, estima que mesmo em crise a aviação precisa contratar.

Nesse estudo, o CAE, estimou que 2021 a aviação precisará de pelo menos 27 mil novos pilotos. Levando em conta a demanda em crescimento lento, aposentadoria forçada ainda nesse ano e idade, ficará um espaço vago com tantos aviões ainda podendo operar na retomada ao longo de 2021.

O CAE afirmou que até o final da próxima década, cerca de 264 mil deverão ser contratados. 

“Apesar do declínio de curto prazo no número de pilotos ativos devido ao impacto da Covid-19, espera-se que a indústria da aviação civil exija mais de 260.000 novos pilotos na próxima década”, diz o CAE.

“Os fatores fundamentais que influenciam a demanda do piloto antes do surto da Covid-19 permanecem inalterados. A aposentadoria com base na idade e o crescimento da frota foram, e espera-se que continuem sendo, os principais motores da demanda dos pilotos.” Concluiu.


Segundo o CAE, a aviação necessitará em 2029 de pelo menos 484 mil pilotos. Sendo 426 mil para a aviação comercial e 58 mil para a aviação executiva. Ainda dentro dessa estimativa, 167 mil pilotos entrarão em serviço para substituir aqueles que deixarão de voar, enquanto o restante é para suprir a demanda.

“Milhares de pilotos foram dispensados ​​nos últimos meses. Muitos deles migraram para outras profissões e podem não querer retomar suas carreiras de piloto”, aponta o estudo da CAE.

A região que mais exigirá pilotos é a Ásia-Pacifico, com 91 mil pilotos em 10 anos. A Europa com 42 mil novos pilotos, a América do Norte precisará de 65 mil novos pilotos, a América do Sul e Central com 16 mil novos pilotos. O Oriente Médio e a África, precisarão de 25 mil e 4 mil respectivamente.

O estudo feito pela CAE mostra que a demanda deverá retomar bons níveis em pelo menos 3 anos, e que para isso precisará ser feita toda a retomada de voos e de malha. Tudo isso dependerá também da segunda onda da pandemia que já deu indícios de inicio pela Europa, o futuro da aviação poderá mudar novamente se isso acontecer.

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