A Avianca Brasil apresentou nesta terça-feira (21/05) um posicionamento em relação à proposta da Azul Linhas Aéreas, para a compra de slots da companhia na ponte aérea.

A companhia foi contra a proposta apresentada pela Azul na última semana, e disse que não há autorização dos credores para executar essa ação, da mesma forma que isso representaria o desmonte da companhia, apesar de manter o leilão dos ativos da mesma forma que foi estabelecido no Plano de Recuperação Judicial.

A resposta da empresa ocorrer com quase uma semana de atraso, em comparação com o prazo estabelecido pelo juiz Tiago Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital paulista.

“Mais que razoável, portanto, que qualquer (ou quaisquer) UPI (s) que venham a ser constituídas e alienadas devem se atentar à intenção da Recuperanda de manter atividade remanescente, e que não implique no encerramento da companhia”, disse a Avianca no documento enviado à Justiça.

Os tripulantes da Avianca Brasil apresentaram um posicionamento favorável à proposta da Azul. As companhias aéreas GOL, LATAM junto com o fundo Elliott, apresentaram recursos na justiça contra a proposta da Azul.

A nova proposta da Azul é constituída por uma Unidade Produtiva Isolada (“Nova UPI”), contemplando certos horários de chegada e partida operados pela Avianca Brasil, incluindo os da Ponte Aérea Rio-SP, pelo valor mínimo de US$ 145 milhões. Cerca de 21 slots em Congonhas e Santos Dumont estavam envolvidos nessa negociação, desses, cerca de 7 slots da proposta eram para operações no Aeroporto de Brasília.