Avianca

A companhia aérea de bandeira colombiana, a Avianca está se preparando para uma grande reformulação dos seus serviços, visando uma expansão nos próximos anos. A companhia colombiana deixou recentemente a recuperação judicial do Capítulo 11 na justiça dos EUA.

Nos últimos anos diversas companhas aéreas mudaram o conceito de seus serviços, adaptando serviços mais baratos para conseguir manter a concorrência e também viabilizar a operação. Após o processo do Capítulo 11, a Avianca conseguiu captar cerca de US$ 1,7 bilhão em capital, fortalecendo assim seu caixa.

Ao longo do processo, a empresa reduziu o seu endividamento, o que possibilitou a ter uma operação com mais liquidez. Com a parte financeira fortalecida e ajustada, a Avianca agora traçou seus planos futuros e pretende ampliar a presença da companhia em diversos mercados.

A Avianca planeja ter mais de 200 rotas em operação com 125 aeronaves ativas nos próximos dois anos. Atualmente a companhia colombiana atende 114 rotas com 25 destinos domésticos e 43 internacionais em 23 países. 

Com as novas medidas adotadas, a Avianca pretende voltar a competir de igual para igual com as companhias aéreas sul-americanas de baixo custo, fazendo com que a empresa reformule seus produtos e consequentemente reduzindo suas tarifas especialmente no mercado interno em até 30%. 

A segunda empresa aérea mais antiga do mundo em operação atualmente já iniciou algumas mudanças na sua frota, com a padronização da aeronave Boeing 787 para realizar voos internacionais de longas distâncias, antes operado também pelo Airbus A330. Além disso, a companhia planeja diversificar a configuração de cabine de suas aeronaves da família A320.

Outro ponto imposto pela Avianca é na questão de pontualidade, a companhia que tem como CEO Adrian Neuhauser, disse que planeja obter pelo menos 90% de pontuaidade em todos os seus voos.  

“Vamos continuar a ser competitivos; vamos continuar a baixar os preços e, num contexto de expansão do mercado, procuramos tornar esta companhia aérea viável a longo prazo. A empresa tem que ter sucesso.” Disse o CEO.

“Temos a oportunidade de nos reinventar graças ao Capítulo 11. Vamos combinar o que tem sido nossos atributos tradicionais com o que consideramos os melhores atributos de baixo custo. Não vamos ser de baixo custo, mas vamos cuidar do que o baixo custo cuida hoje”. Reforçou o executivo.

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