Avianca

Como parte de uma estratégia para conseguir maiores benefícios fiscais diante da recuperação da empresa, a Avianca Airlines planeja criar uma nova sede porém fora da América Latina. O alvo da companhia aérea é ter uma sede no Reino Unido.

Para realizar essa mudança, a Avianca ainda precisa ter seu processo de recuperação judicial sob o Capitulo 11 dos EUA, após a aprovação a empresa criaria a Avianca Group International Limited com sede no Reino Unido.

Para melhor entender, hoje a Avianca mesmo sendo uma companhia aérea colombiana, ela possui sede e endereço oficial no Panamá. A companhia aérea tem o certificado de operador aéreo em diversos países da América Latina e mesmo com a criação da nova sede, as operações nesses países não sofreram nenhuma mudança.

O planejamento da empresa colombiana visa benefícios financeiros, principalmente em captar novas ações com a abertura da nova sede e consequentemente permitira arrecadar fundos para pagar seus credores. A tendência e de que o processo do Capitulo 11 seja aprovado pelo juiz, permitindo a Avianca criar a nova sede ne Europa sem que a sede no Panamá seja afetada.

“A proposta de liquidação da nova holding no Reino Unido se baseia no fato de que as regras e decisões do processo do Capítulo 11 são reconhecidas naquela região. Assim, o novo domicílio não implica qualquer alteração na operação ou presença de uma companhia aérea em suas jurisdições.” Disse a Avianca.

Com a retomada do setor e abertura das fronteiras na Colômbia, a companhia aérea está retomando gradativamente sua malha em relação aos níveis de antes da pandemia. No mês de novembro, a Avianca tem 13.075 voos programados, em relação ao mesmo período em 2019 isso representa 36,1% a menos.

Como parte do processo de reorganização e recuperação, a empresa irá manter os voos internacionais de longa distância apenas com o Boeing 787, padronizando e reduzindo custos operacionais. Alguns destinos serão atendidos com os Airbus A320 com a nova configuração de três classes.  

Um dos objetivos estratégicos da Avianca é simplificar sua frota e aumentar a eficiência; selecionar o 787-8 como o único tipo de aeronave da companhia para voos de longa distância é um passo importante em direção a esse objetivo. Graças aos diálogos abertos e construtivos com a Boeing, a Rolls-Royce, arrendadores e instituições financeiras, temos o orgulho de poder confirmar que continuaremos a operar o Dreamliner, uma aeronave excepcional que, dadas suas capacidades, características, eficiência e conforto, é a melhor solução para nossa empresa e nossos clientes.”

“Esperamos manter nossas poltronas reclináveis da classe executiva, visando nossos clientes corporativos fiéis, enquanto redesenhamos o resto da cabine com assentos de última geração nos próximos 18 meses”, disse Rohit Philip, Diretor Financeiro da Avianca.

O 787 é considerado uma das aeronaves com a mais avançada tecnologia de aviação disponível. Ele possui iluminação dinâmica baseada em LEDs para cada momento do voo, janelas maiores, compartimentos superiores para bagagem de mão maiores, níveis menores de ruído interno e redução das emissões de CO2 devido à tecnologia de seus motores.

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