Foto - Nuno Veiga/LUSA

Um Embraer E190 da Air Astana, que sofreu um sério incidente em Beja em novembro de 2018, continua parado há mais de 6 meses na Base Aérea de Beja.

A aeronave sofreu problemas com os sistema de controle de voo durante um voo de checagem e transferência da aeronave, após um procedimento de manutenção na OGMA. 

De acordo com a companhia “a aeronave apresentava desvios de estabilidade do eixo longitudinal (‘roll-axis’)”, nas declarações do piloto, havia uma reação contrária da aeronave quando o manche estava na posição oposta, ou seja, se o avião estava realizando uma curva para esquerda, e portanto inclinada para a esquerda, e o piloto comandava o manche para a direita, não havia nenhuma resposta favorável ao comando do piloto.

Durante vários minutos os sistemas de proteção da aeronave contra um alto ângulo de rolagem não funcionaram, ou estavam com o mesmo problema encarado pelo piloto.

O controle do avião foi realizado em boa parte através de outras superfícies de comando, como o profundor e leme durante os momentos dos problemas.

Sem dados confiáveis e com diversos problemas para controlar o avião, os pilotos de dois caças F-16 precisaram voar em formação com o E190 para informar a velocidade e altitude de voo da aeronave.

As diversas manobras em alta força G resultaram em possíveis danos estruturais na aeronave. Desta forma o avião aguarda uma autorização e conclusão da investigação pelo Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), de Portugal.

O presidente da OGMA, Marco Tulio Pellegrini, disse que não há uma solução para a aeronave até o momento, e que a empresa não pode comentar sobre esse assunto até sair o relatório final do incidente.

O avião ficou mais de um mês em manutenção pesada (Check do tipo C) na base da OMGA em Alverca, e no momento em que ocorreu tudo isso estava em um voo de testes.

O vídeo abaixo mostra o pouso do ponto de vista do piloto do F-16: