AW101 com o radar Searchwater 2000. Foto: Royal Navy/Crown Copyright.

Os primeiros helicópteros Leonardo AW101 Merlin HM2 com o sistema de radar Crownsnest entraram em serviço com a Marinha Real Britânica na última quarta-feira (24).

Os helicópteros realizarão missões de comando e controle e alerta aéreo antecipado, substituindo os antigos Westland Sea King ASaC7, aposentados em 2018.

As aeronaves serão embarcadas no porta-aviões HMS Queen Elizabeth. Elas serão operadas pelo Esquadrão Aeronaval 820, sediado na Base Aeronaval de Culdrose, onde também são baseados os outros Merlins da Royal Navy, dedicados às missões de guerra anti-submarino. 

O Comodoro Steve Moorhouse, comandante do Grupo de Ataque de Porta-Aviões (Strike Group) da Marinha Real, disse que os novos Merlins foram as peças finais do grande e complexo quebra-cabeças do grupo. O oficial também vai comandar o primeiro desdobramento do HMS Queen Elizabeth, a ser realizado ainda esse ano.

Segundo a Marinha Britânica, o Queen Elizabeth será enviado para o Mediterrâneo, Oceano Índico e na Região do Indo-Pacífico, “em um desdobramento operacional com os aliados e parceiros do Reino Unido.”

O primeiro Merlin Crownsnest decolando de Culdrose. Foto: Royal Navy/Crown Copyright.

“É extremamente encorajador ver o progresso dos testes do Crowsnest. Já um dos caçadores de submarinos mais avançados, o Merlin Crowsnest oferecerá inteligência de longo alcance e vigilância contra ameaças de superfície e aéreas, e a capacidade de comandar e controlar missões de ataque”, disse Moorhouse. 

“Juntamente com o helicóptero de ataque Wildcat, o Carrier Strike Group em breve operará um dos grupos aéreos de helicópteros mais capazes e versáteis.”

O sistema Crownsnest é um conjunto modular desenvolvido pela Lockheed Martin, que pode ser montado em qualquer Merlin da frota da Marinha Britânica, consistindo de dois equipamentos principais: um radar Thales Searchwater 2000 AEW e um sistema de missão Cerberus. 

Os Merlin Crownsnest são tripulados por três militares, sendo um piloto e dois especialistas. As aeronaves também poderão atuar como um centro de controle de missões de ataque entre o porta-aviões e os jatos F-35 Lightning II, explica a Marinha.

Merlin Crownsnest voando com a cúpula do radar abaixada. Foto: Royal Navy/Crown Copyright.

Pelo menos dez helicópteros deverão receber as modificações. O contrato para a relização dos trabalhos foi assinado em 2016 e custou US$ 370 milhões (269 milhões de libras) O serviço foi realizado pela Leonardo, subcontratada da Lockheed, em sua sede em Yeovil. 

“A Lockheed Martin e seus parceiros da indústria estão entusiasmados em ver a aeronave Crowsnest entrar em serviço com a Marinha Real pronta para apoiar o Carrier Strike Group”, disse Paul Livingston, vice-presidente e diretor administrativo do grupo da Lockheed Martin no Reino Unido.

Os Merlin Crownsnest devem atingir a capacidade inicial operacional em setembro de 2021, obtendo declaração operacional total em 2023. 

Helicópteros Merlin equipados com sistema Crownsnest. Foto: Chandler Candy via Navy Lookout.