Leonardo AW609
Foto: Leonardo/Divulgação

O conceito Tiltrotor não é novo na aviação. Desde a década de 80 diversos aviões V-22 Osprey fazem costumeiramente voos ‘por aí’, no entanto, o conceito inovador nunca fez sucesso na aviação civil, que continua apostando na simplicidade das aeronaves.

Contudo, a Leonardo iniciou há poucos anos estudos para mudar o rumo do setor de aviação geral, e mesclar um helicóptero com uma aeronave bimotora. O resultado foi o desenvolvimento do AW609, um tilt rotor voltado para uso na aviação civil.

A história do AW609 vem bem antes da aposta da empresa para o mesmo na aviação, o start do conceito foi entre uma parceria entre a Bell e a AgustaWestland no final da década de 90.

Foto: Leonardo/Divulgação

Com base na experiência da Bell com o XV-15, o projeto foi iniciado ainda na década de 90, com o primeiro voo realizado em 2002. Contudo, durante vários anos o AW609 ficou apenas na fase de testes pela AgustaWestland, que produziu várias gerações do tilt rotor.

Posteriormente a Bell saiu do projeto, promovendo seu próprio Tilt Rotot, e a Leonardo adquiriu a AgustaWestland. As mudanças favoreceram o AW609, que ganhou mais relevância. A proposta era oferecer algo totalmente diferente de outras empresas do setor (e ainda continua nessa linha), um helicóptero capaz de voar alto e rápido, com pousos e decolagens na vertical.

Foto: Leonardo/Divulgação

Com este foco, a Leonardo quer atingir o nicho de clientes que têm um pequeno avião e também um helicóptero. Por este motivo, o AW609 está sendo certificado com um alcance médio de 1389 km (3 horas de autonomia), sem tanques auxiliares, sendo que isto aumenta para 1850 km utilizando tanques extras de combustível.

A velocidade máxima em voo de cruzeiro, de 509 km/h, é maior até mesmo em comparação com muitos turboélices do mercado, até mesmo bimotores. 

Interior executivo de um AW609.

A aeronave também é pressurizada, para voar alto como um turboélice, acima da comum camada de nuvens enfrentada pelos helicópteros costumeiramente. O AW609 foi projetado para fazer voos com altitude máxima de 25000 pés.

Por todo esse pacote, capaz de transportar de 6 a 9 passageiros, fazer transporte aeromedico, policiamento ou até mesmo transportar carga a bordo, a Leonardo cobra US$ 25 milhões (preço de tabela). Logicamente descontos estão disponíveis de acordo com a encomenda, como aplicado por todas as fabricantes.

O alto preço do tilt rotor pode ser compensado pela sua versatilidade de operação, bem como a economia com a manutenção e a hangaragem de duas aeronaves distintas (um helicóptero e um jato executivo). Apesar da facilidade de pousar em muitos helipontos, o AW609 ainda não tem a velocidade e o alcance de um jato executivo do mesmo valor, como a linha Embraer Praetor.

A certificação do Tilt Rotor está prevista para acontecer entre 2022 a 2023, de acordo com a Leonardo. Após muitos contratempos e atrasos, o AW609 se aproxima dos últimos passos para conseguir a aprovação da FAA, visto que os testes estão ocorrendo nos Estados Unidos. Vale ressaltar que é uma certificação totalmente diferenciada, principalmente envolvendo o treinamento dos pilotos, devido ao conceito “novo” de voar.

São cerca de 50 interessados no AW609 no momento, e a Leonardo aposta no sucesso do seu conceito principalmente em mercados como os Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia.

Ficou curioso para saber como um AW609 voa? Confira nos vídeos abaixo:

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