Azul

A Azul S.A. (B3:AZUL4, NYSE:AZUL) divulgou hoje (09/05) os seus resultados do primeiro trimestre de 2022 (“1T22”). A empresa apresentou um aumento de 74,9% na receita operacional total no 1T22, comparado ao 1T21 e 25,6% acima do 1T19.

Este foi o segundo trimestre consecutivo com Receita Líquida acima dos níveis pré-pandemia, mesmo com o impacto da variante Ômicron na operação da Azul.

O PRASK e RASK aumentaram 40,7% e 38,3% respectivamente em relação ao 1T21, mesmo com um aumento de 26,4% da capacidade. Os resultados foram impulsionados pela forte demanda doméstica nos mercados da Azul, o que permitiu aumentar as tarifas para compensar o aumento dos preços dos combustíveis.

O CASK no 1T22 foi 34,45 centavos, 21,1% acima do 1T21, principalmente devido ao aumento de 57,0% nos preços dos combustíveis e a inflação de 11,3% nos últimos doze meses, parcialmente compensada por reduções de custos, ganhos de produtividade e 4,3% de valorização do real em relação ao dólar.

Durante este período, a produtividade mensurada pelo ASK por funcionários equivalentes em tempo integral (FTE) aumentou 14,3%.

Azul
Azul conseguiu repassar alta de 53,1% nos custos para a passagem aérea.

O CASK normalizado por cargas, combustível e taxa de câmbio foi essencialmente estável em comparação com o 1T19, compensando mais de 20% de inflação sobre os custos denominados em reais ao longo dos últimos três anos.

O EBITDA atingiu R$592,7 milhões no trimestre, representando uma margem de 18,6%. Excluindo o impacto da variante Ômicron, o EBITDA teria ficado próximo a R$900 milhões.

O lucro operacional foi de R$70,7 milhões no trimestre, representando uma margem de 2,2%. Já o Lucro Líquido foi de R$ 2,65 bilhões, devido a valorização cambial do real brasileiro.

A posição de Liquidez imediata permanece sólida em R$3,3 bilhões, acima dos níveis do 1T19. Durante o trimestre, a Azul gerou mais de R$500 milhões em fluxo de caixa operacional.

 

Divisões da Azul e seus resultados

A divisão cargueira da Azul continuou com o seu excelente desempenho. A receita no 1T22 alcançou quase R$300 milhões, 37,8% acima do 1T21, o triplo em comparação com o 1T19.

O TudoAzul, programa de fidelidade da companhia, praticamente dobrou em faturamento bruto no 1T22 comparando com o 1T21.

A Azul Viagens vendeu 90% mais pacotes de viagem em comparação com o 1T21, principalmente devido à capacidade da companhia de voar em rotas de lazer exclusivas e sem escalas. Em julho de 2022, a Azul terá mais de 900 voos dedicados para a Azul Viagens, mais do que o dobro em relação a 2019.

 

Projeção para este trimestre

Para o segundo trimestre de 2022, a empresa diz que espera alcançar recorde em receita operacional e RASK de todos os trimestres da nossa história. Isto é ainda mais notável dado que o segundo trimestre é sazonalmente mais fraco. 

A Azul também declarou que continua com o processo de desalavancagem, com R$ 1,3 bilhão em pagamentos de arrendamentos correntes e diferidos e amortizações de dívidas e repagamentos de outros diferimentos.

“Mantemos nosso foco na execução de nosso plano de negócios para 2022, com ênfase na expansão de nossa malha exclusiva por meio de uma capacidade disciplinada e ganhos de eficiência. Considerando o cenário atual de demanda, combustível e câmbio, esperamos gerar EBITDA recorde de R$4 bilhões em 2022 e R$5,5 bilhões em 2023, comparado ao nosso recorde anterior de R$3,6 bilhões em 2019”, disse a Azul na divulgação dos resultados.