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Azul Cargo

A nova meta da Azul, de acordo com David Neeleman, é obter um rápido crescimento no mercado de cargas, em cerca de 40% a cada ano.

Neeleman ainda ressaltou em entrevista para a FlightGlobal que há uma boa chance de desenvolvimento do mercado de carga na América Latina, pelo atual desenvolvimento do comércio eletrônico.

“Vai ficar cada vez maior e, então, você obtém economias de escala e fica cada vez maior à medida que pode entregar para mais e mais [destinos]”, disse David Neeleman.

“O Brasil tem problemas de infraestrutura. Eles não têm um equivalente a UPS ou FedEx lá. Eles têm o serviço postal. As pessoas pedem coisas e chega em duas semanas”, disse Neeleman. 

Atualmente a Azul tem sua divisão cargueira, a Azul Cargo, com aeronaves dedicadas para a operação de fretes. Contudo, a companhia também aproveita a capilaridade da sua malha para distribuir, através do porão dos aviões, cargas para diversos destinos no Brasil.

Esse foi um dos motivos da Azul comprar a TwoFlex, que operava com aviões Cessna Grand Caravan. Atualmente esse serviço é realizado pela Azul Conecta, que incorporou a TwoFlex após a aquisição.

A receita com carga já é significativa para a Azul. No 4º trimestre de 2020 a companhia teve alta de 66% na receita com carga, no valor de R$ 255 milhões. Mesmo com a pandemia, e a drástica redução dos voos, a Azul registrou uma alta de 31,8% na receita com carga em 2020, totalizando R$ 705 milhões.

Com a recuperação da economia em diversos países, Neeleman espera que a Azul consiga manter um crescimento de 40% ano-a-ano neste mercado. A capilaridade de atingir 3200 destinos com o mercado de carga já está influenciando positivamente o lado financeiro da companhia aérea.