Nesta quinta-feira (14/03) o presidente da Azul Linhas Aéreas, John Rodgerson, declarou como a Azul vai reagir caso as negociações para a compra da UPI Life Air, com boa parte do operacional da Avianca Brasil, apontarem para um caminho positivo.

De acordo com Rodgerson, haverá um período de “codeshare” por até seis meses, onde a Azul vai manter a companhia em operação, integrando suas aeronaves com a frota da Azul.

Os executivos da Azul querem fechar o acordo “o mais rápido possível”.

“Temos experiência em fusão e podemos fazer rapidamente a integração das operações da Azul com as operações da nova empresa”, disse David Neeleman, fundador da Azul e presidente do conselho de administração da companhia.

“O processo deve ser executado com relativa rapidez”, disse John Rodgerson sobre a integração da UPI Life Air na Azul.

Tudo isso só será possível se na próxima reunião de credores, no final de março, a intenção de compra da Azul for aprovada. Na mesma data a Avianca Brasil planeja apresentar seu plano de recuperação judicial completo.

Ainda hoje, o juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi autorizou que bens da Avianca fossem penhorados pela Azul, como garantia de um empréstimo realizado pela concorrente para manter as operações da Avianca Brasil.

Se na reunião do final deste mês a compra da Azul for aprovada, o processo pode levar até 120 dias para passar toda a UPI Life Air para a posse da Azul.

A UPI incluirá ativos selecionados pela Azul como o certificado de operador aéreo da Avianca Brasil, 70 pares de slots e aproximadamente 30 aeronaves Airbus A320. A proposta tem valor total de US$ 105 milhões, para a aquisição desses ativos.