Azul registra prejuízo de R$ 1,5 bilhão no 2º trimestre de 2020

Azul

A Azul S.A. divulgou nesta manhã de hoje (13/08) seus resultados do Segundo trimestre de 2020 (“2T20”).

As informações financeiras apresentadas a seguir, exceto onde indicado, estão de acordo com as normas contábeis IFRS (International Financial Reporting Standards), incluindo a norma IFRS 16 e em reais. 

 

Destaques Financeiros e Operacionais

  • Receita operacional foi de R$402 milhões, redução de 85% em relação ao 2T19 devido à queda brusca na demanda de viagens aéreas causada pela pandemia de COVID-19.
  • Queda de 46% ou R$1,0 bilhão nas despesas operacionais ano contra ano, relacionado principalmente com a redução das despesas variáveis e iniciativas de redução de custos. 
  • Prejuízo operacional de R$ 820 milhões no 2T20, excluindo eventos não-recorrentes.
  • Prejuízo líquido excluindo variação cambial e marcação a mercado de R$1,5 bilhão, ou R$4,28 centavos por ação preferencial e R$2,38 centavos por ADR. 
  • Durante o trimestre, a Azul implementou com sucesso seu Pano de Retomada, gerando uma economia de caixa de mais de R$7 bilhões entre março de 2020 e dezembro de 2021:

    – A liquidez imediata, composta por caixa, equivalente de caixa, investimento de curto prazo e contas a receber, foi de R$2,3 bilhões, acima da expectativa da Companhia de R$2,0 bilhões, com aumento da posição de caixa na comparação com o trimestre anterior. A liquidez total da Azul foi de R$6,6 bilhões, incluindo investimentos de longo prazo, ativos disponíveis e reservas de manutenção.

    – Redução de 10.5% no passivo de arrendamento em relação ao 1T20, totalizando R$14,2 bilhões, mesmo com a depreciação do real de 38%. Com as recentes negociações de prazo de pagamento, a Companhia espera reduzir o total de passivo de arrendamento para R$12,5 bilhões em dezembro de 2020.

    – Postergação de entrega de 82 aeronaves entre 2020 e 2023 para 2024 e anos posteriores.

    – Mais de 10.500 tripulantes aderiram ao nosso programa de licença não remunerada, levando a uma redução de despesas salariais de 48% ano após ano. 

  • Em junho um acordo de codeshare histórico foi assinado com a Latam Airlines, um movimento estratégico de baixo risco, com o intuito de criar demanda incremental durante este tempo de incerteza. 
  • A receita da Azul Cargo caiu apenas 0,8% no 2T20 comparado com o 2T19, mesmo com a redução de 83% na capacidade ano contra ano. A Companhia espera um aumento na receita de carga ano contra ano no terceiro trimestre.
  • Integração da TwoFlex com a Azul, agora chamada de Azul Conecta, gerando mais sinergias do que o esperado e fluxo de caixa positivo. 
  • Azul foi eleita a melhor companhia aérea do mundo em 2020 pelo prêmio do TripAdvisor Travelers’ Choice. Esse é o terceiro ano consecutivo que a Companhia é eleita dentre as top 10 aéreas do mundo.
  • A dívida bruta total reduziu 5,8% para R$18,9 bilhões, comparado com 31 de março de 2020, principalmente devido à redução de 10,5% no passivo de arrendamento como resultado das negociações da Companhia com seus arrendadores como parte do Plano de Retomada, parcialmente compensado pela depreciação de 5,3% do real no final do período.
  • Com a implementação de Plano de Retomada, a Companhia espera reduzir ainda mais seus passivos de arrendamento para R$12,5 bilhões até o final de 2020, embora o real tenha desvalorizado mais de 35% desde o início da pandemia.
  • A alavancagem da Azul, mensurada como dívida líquida dividida por EBITDA, foi de 6,4x. Ajustando pelos novos contratos de arrendamento firmados após o fechamento do trimestre, a alavancagem teria sido de 4,8x. Em 30 de junho de 2020, o prazo médio da dívida da Azul, excluindo passivos de arrendamento de aeronaves, era de 3,0 anos com custo médio de 5,3%, sendo 4,2% para a porção em reais e 5,6% para a dívida em
    dólares.

 

Para acessar o Release de Resultados, clique aqui.

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