De acordo com investigadores do órgão Transportation Safety Board of Canada, o motivo de um incêndio a bordo de um Airbus A380 da Lufthansa, que ocorreu no dia 2 de agosto, indo de Frankfurt para Houston George Bush Intercontinental (DLH440), foi uma bateria externa para dispositivo móvel, conhecida popularmente nos Estados Unidos como “power  bank”.

Quem investiga o caso é o órgão canadense, pois no momento do ocorrido a aeronave estava no espaço aéreo do Canadá, os pilotos afirmaram para o controle de tráfego que havia presença de fogo no assento 10C, porém não declararam emergência e nem solicitaram um pouso não programado, os tripulantes de cabine controlaram o fogo com a ajuda de três extintores de incêndio.

As baterias externas são compostas de lítio-ion em sua grande maioria, é comum elas esquentarem ao receberem carga ou carregar outros dispositivos, e foi exatamente esse último caso que resultou no superaquecimento. O passageiro deixou a bateria externa presa entre o assento e o acabamento, impossibilitando uma ventilação correta, enquanto alimentava com energia um dispositivo portátil.

Exemplo de bateria externa com um dispositivo móvel.

A Lufthansa disse que já trocou o assento e colocou a aeronave novamente em serviço. É normal no briefing de segurança os tripulantes solicitarem que os passageiros não deixem dispositivos com baterias em condição de superaquecimento dentro das aeronaves, anteriormente um incidente a bordo de um voo da Qantas com o A380 criou esse alerta.

O A380 da Lufthansa estava transportando 486 passageiros e 24 tripulantes nesse voo citado.