Boeing 737-700 está sendo equipado para entrar na frota da GOL

A GOL está prestes a receber mais um Boeing 737 usado para a sua frota, trata-se do 737-700 de matrícula OO-JOS, que operava na frota da TUI Airlines da Bélgica. No Brasil essa aeronave vai operar com a matrícula PR-GEQ.

Na foto acima podemos ver a aeronave em um hangar fora do Brasil, já com a pintura da GOL (sem aquele remendo do Transavia) e com winglets, que ajudam na redução do consumo.

A aeronave foi fabricada em 2008 e será equipada com 148 assentos.

Antes de ser entregue para a companhia aérea, a aeronave passa por uma revisão completa em todos os componentes. Nas próximas semanas esse avião deverá chegar ao Brasil, pousando primeiro em Confins, Minas Gerais.

Na frota da GOL essa aeronave vem para substituir temporariamente alguns aviões afetados pelo defeito do Pickle Fork. A GOL informou que 11 aviões vão passar pela correção obrigatória, algo que deve afetar 3% da oferta de assentos da companhia até dezembro. A GOL tem uma frota de 118 aeronaves 737 NG, compreendendo modelos 737-700 e 737-800.

A companhia brasileira deve receber mais 6 aviões nos próximos dias, todos de fabricação recente, inclusive com Sky Interior.

Além desses, a GOL deve arrendar temporariamente na alta temporada mais 3 aviões da Ryanair e 2 de outras companhias.


 

O defeito do Pickle Fork

Essas aeronaves estão sendo inspecionadas com base na recente diretriz da FAA, que solicitou revisão da parte estrutural da asa em aviões com mais de 20000 ciclos de uso, e da família 737 NG, que teve sua asa alterada em comparação com a linha 737 Classic.

O pedido exige que as companhias aéreas, dentro de sete dias a partir de 03 de outubro, inspecionem as aeronaves que acumularam mais de 30.000 ciclos de voo. As aeronaves que registraram entre 22.600 e 29.999 ciclos devem ser inspecionadas dentro de 1.000 ciclos adicionais, diz o pedido.

A pequena fissura a ser analisada está em uma área que realiza a junção da asa com a fuselagem da aeronave. O componente deveria durar 90 mil ciclos, além do limite de uso da aeronave, mas a equipe de manutenção da Boeing detectou problemas estruturais (fissuras) com em aeronaves com aproximadamente 30 mil ciclos.

O reparo desse componente pode durar até dois meses, quando consideramos o tempo para o fornecimento dos componentes.

 

O caso do 737 MAX

Enquanto é afetada por problemas em suas aeronaves 737 NG, a GOL também enfrenta o impasse da Boeing com o 737 MAX, que ainda não obteve a aprovação para o novo software de controle de voo, atrasando também o retorno ao serviço da aeronave.

Ainda não há um prazo para a volta do Boeing 737 MAX, algumas companhias falam em retomar voos com essa aeronave em fevereiro ou março de 2020. Mas tudo depende da Boeing e também da FAA.

A GOL tem 7 aviões 737 MAX 8 na sua frota, e espera receber mais 128 aviões nos próximos anos.

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