Boeing 737 MAX
Foto - Divulgação/Boeing

A FAA (Federal Aviation Administration) autorizou na noite desta última quarta-feira (12) os procedimentos de reparo para o Boeing 737 MAX, resolvendo as questões dos problemas no sistema elétrico da aeronave.

Anteriormente a agência pediu uma revisão para a Boeing de um boletim de serviço lançado para as companhias aéreas. Na ocasião, a fabricante precisava descrever como vários subsistemas do 737 MAX não serão afetados pelas correções apresentadas pela fabricante aos operados.

Como resultado da aprovação da FAA, a Boeing começou a enviar para as companhias aéreas dos EUA um boletim de serviço sobre as correções que as empresas precisam realizar no 737 MAX.

Mais de 60 aviões estão atualmente fora de serviço nos EUA devido aos problemas de aterramento no sistema elétrico do 737 MAX. Em todo o mundo mais de 109 aviões foram afetados pelo problema, no entanto, esses outros 49 aviões dependem da aprovação desse boletim de serviço por outras agências regulamentadoras para o retorno dos aviões ao serviço.

Fora dos EUA, a FAA disse que outras companhias aéreas afetadas incluem também a Cayman Airways, Copa Airlines, GOL Linhas Aéreas, Iceland Air, Minsheng Leasing, Neos Air, Shanding Airlines, SilkAir, Spice Jet, Sunwing Airlines, TUI, Turkish Airlines, Valla Jets Limited, WestJet Airlines e Xiamen Linhas aéreas.

Além disso, mais de 300 aviões fabricados pela Boeing precisarão dessa correção implementada pela fabricante, antes da entrega de cada aeronave.

Ao todo são três correções no sistema elétrico da aeronave, para evitar problemas de aterramento de energia, que a Boeing resumiu em apenas uma interligação entre os sistemas de aterramento com um cabo adicional, mostrando que a solução resolveu o problema encontrado até então e até mesmo questões de pico de tensão.

A Boeing diz que executar essa solução de acordo com o primeiro boletim de serviço pode levar algumas horas ou dias por aeronave.

Os problemas no sistema de aterramento envolvem o painel de instrumentos principal da aeronave, onde as quatro telas estão localizadas, bem como no rack que abriga a unidade de energia de stand-by da aeronave. Também há uma falha no isolamento eletromagnético dos motores.