Investigadores canadenses detalharam um incidente em que um Boeing 777-300ER da Air Canada abortou sua decolagem a 110kt, depois que sua equipe viu que um Embraer 190 realizou o mesmo procedimento na mesma pista.

O Boeing 777 foi liberado para alinhar na pista 06L de Toronto, imediatamente após o Embraer E190 da Air Canada ter sido liberado para uma decolagem na 06L.

Uns 35 segundos depois, o controlador da torre liberou o 777 para decolar, instruindo a tripulação a “manter a separação visual”.

Mas assim que a liberação foi transmitida, a tripulação do E190 informou que estava rejeitando a decolagem perto da saída D3, cerca de dois terços do comprimento da pista de 2955 metros.

O Conselho de Segurança de Transportes do Canadá disse que o E190 sofreu um bird strike (colisão com pássaros) a cerca de 135 kt, levando a tripulação a abortar a decolagem.

O 777, que recebeu a autorização de decolagem, alcançou uma velocidade máxima de 110kt antes de sua tripulação ter observado que o E190 abortou sua própria partida.

Ambas as aeronaves desocuparam a pista, o E190 retornando ao terminal e o 777 estacionando em uma pista de taxiamento por 45 minutos, para permitir que seus freios esfriassem antes de retornar ao terminal.


Nenhuma das aeronaves sofreu danos durante o incidente do último dia 07 de março e nenhum dos ocupantes, 359 no 777 (C-FJZS) e 87 no E190 (C-FMZW), ficaram com ferimentos.

O incidente está sendo investigado visto que houve um real risco de colisão.

 

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