A companhia aérea russa Aeroflot cancelou sua encomenda para 22 aviões da família Boeing 787 Dreamliner, uma negociação avaliada em US$ 5,5 bilhões, quando consideramos o preço de tabela.

Desta forma a Boeing só acumula agora 1450 encomendas totais para a família 787 Dreamliner, sendo que a fabricante norte-americana já entregou quase 900 desses aviões, sobra cerca de 556 aeronaves para produzir nos próximos meses.

Considerando a taxa de produção do 787 Dreamliner, de 12 a 14 aviões por mês, a produção com somente essas unidades poderá ser mantida durante aproximadamente 40 meses.

Para a Boeing a aposta é na substituição de aeronaves A330ceo e Boeing 767 nos próximos anos, além do próprio crescimento da aviação, como forma de conseguir mais encomendas para o 787.

Claramente, a Boeing terá que conseguir pedidos para o Boeing 787 no próximo ano para evitar um corte na taxa de produção em 2021 ou 2022, como forma de manter a linha de produção em Everett e Charleston.

No financeiro da divisão de aviões comerciais da Boeing, o Dreamliner faz bastante diferença, principalmente durante o complicado período que a Boeing atravessa com o desenvolvimento do 777X e as correções de software do 737 MAX, que paralisaram as entregas e já resultaram em prejuízo financeiro.

Além do 787, a Boeing continua vendendo outros produtos da sua linha em menor quantidade, como a versão cargueira do 767 e do 777.


Como desafio, a Boeing quer criar um novo avião para o mercado de médio porte, entre 220 a 270 assentos, e deve lançar essa aeronave em 2020, com entregas a partir de 2025.