Foto - Boeing

A Boeing divulgou hoje, durante uma coletiva de resultados financeiros, que precisou adiar o primeiro voo do 777-9X para 2020, após enfrentar problemas nos motores GE9X, que ainda estão em fase de desenvolvimento.

A fabricante tinha estimado anteriormente fazer o primeiro voo do 777X em março deste ano, mas problemas com o 737 MAX forçaram a Boeing à deslocar equipes para o projeto do narrow body, com foco em apresentar uma boa solução rapidamente.

A fabricante iniciou testes em solo com o 777-9X em junho deste ano, com o primeiro protótipo, porém, a GE notificou a empresa que o motor GE9X necessitaria de algumas correções, para aumentar a durabilidade do mesmo ao nível esperado pelos engenheiros.

Apesar de todo esse atraso, a Boeing quer certificar o Boeing 777X ainda em 2020, a empresa aponta que vai utilizar todos os 12 meses do próximo ano para realizar extensos testes com os dois protótipos, além dos primeiros aviões de produção em série.

A Boeing não descarta um atraso na primeira entrega do 777-9X.

“O programa do 777X está progredindo bem através de testes já realizados. Embora a empresa ainda esteja visando o final de 2020 para a primeira entrega do 777X, há um risco significativo para este cronograma, devido aos desafios do motor, que estão atrasando o primeiro vôo até o início de 2020”, disse a Boeing nesta quarta-feira (24).

A Boeing já montou o primeiro 777-9X da Lufthansa e da Emirates, que estão agora no pátio da fabricante em Everett (EUA), onde fica localizada a linha de produção da família 777.

 

Sobre o problema no motor GE9X

Foto – GE Aviation

O problema foi detectado no final de maio, quando as leituras da temperatura dos gases de escape estavam fora do intervalo esperado pelos engenheiros.

A GE disse que até agosto instalará uma peça “mais robusta” e reprojetada em todos os oito motores envolvidos no programa de testes GE9X.

“Durante um teste de fábrica, um motor nos deu um sinal sobre sua saúde. Tivemos uma anomalia no compressor e paramos o funcionamento e os testes”, disse a GE. “É um problema mecânico e não tem nada a ver com o desempenho geral do motor ou com a maneira como ele foi projetado”.

De acordo com a GE, a área que um problema foi detectado está no compressor de alta pressão, pelo tamanho do motor, o local tem 11 estágios, até chegar na câmara de combustão.

“Não é uma questão aerodinâmica”, disse a GE. Várias soluções estão sendo estudadas, embora a GE tenha se recusado a fornecer mais detalhes até que a correção seja finalizada.

 

 

Boeing 777X

O Boeing 777X conta com duas opções de aeronaves, a 777-8X é capaz de receber 350 assentos em configuração padrão de duas classes, seu alcance é de até 15000 km. Já o 777-9X, a maior variante da família T7 até hoje, será capaz de receber 450 passageiros em uma configuração de duas classes, com autonomia para 13200 km de voo.

O Boeing 777-9X que foi apresentado tem 76,7 metros de comprimento.

O novo avião inclui a combinação de “muitas heranças do 777 e do 787”, disse Beezhold. “Fizemos a fuselagem mais larga do que a do -300ER, para assentos mais confortáveis e fileiras com até 10 assentos.”

O novo 777X exigirá menos impulso do que o -300ER porque terá uma asa mais eficiente. E essa asa é bastante longa a envergadura do 777X chegará a 71,8 metros. Por ser mais amplo do que os gates padrões dos aeroporto, o avião terá uma asa dobrável para reduzir a extensão para 64,7 metros quando em solo.

O 777X é equipado com dois motores GE GE9X, que pertencem à nova geração.

O 777-8X concorre diretamente com o Airbus A350-1000, enquanto o 777-9X está sozinho em sua classe de aeronave, e irá atingir uma necessidade por maior economia mas sem perder a capacidade de transporte. 

Até esta data, o 777X acumulou mais de 340 pedidos fixos e compromissos de seis clientes no mundo inteiro. A primeira entrega está programada para 2020.

Com quase 6 metros de largura internamente, o novo 777X será capaz de receber uma configuração com até 11 assentos por fileira na Classe Econômica, geralmente na distribuição 3-5-3.

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