Foto - Jason Redmond / AFP

A Boeing apresentou hoje (27) os seus dados financeiros relativos à 2020. Neles a companhia descreve que teve um grande prejuízo de US$ 11,9 bilhões ao longo dos 12 meses.

Boa parte desse prejuízo foi causado com a continuidade do programa do 777X, que gerou US$ 6,5 bilhões em saldo negativo. Juntamente a empresa disse que o prejuízo foi ainda maior devido ao processo de certificação do 737 MAX, já concluído em muitos países.

A outra parte do prejuízo da Boeing é causada por uma drástica queda na produção de aviões, além da inconstância na produção, causada por várias paralisações ao longo do ano pela pandemia.

A divisão de aeronaves comerciais da Boeing perdeu US$ 13,9 bilhões no ano passado, mas suas outras duas unidades tiveram lucros. A divisão de Defesa, Espaço e Segurança teve lucro de US$ 1,5 bilhão, enquanto a de serviços teve lucro de US$ 450 milhões.

Já a receita foi de US$ 58,2 bilhões em 2020, uma queda de 24% em comparação com 2019, quando a Boeing já enfrentava o bloqueio nas entregas do 737 MAX, porém sem o cenário da pandemia.

Já na comparação com 2018, um ano normal na Boeing, a queda foi de 43%. No mesmo ano o lucro da Boeing foi acima de US$ 10 bilhões.

 

Produção da Boeing

A Boeing confirmou que deixará de produzir o 787 Dreamliner em Everett até o final de março, passando a produzir o avião somente em North Charleston.

Ao mesmo tempo a produção do 787 Dreamliner foi confirmada em 5 aeronaves por mês.

Em Everett a Boeing continuará produzindo o 777/777X, o 747, por um curto período de tempo, e o Boeing 767.

Já o 737 MAX terá aos poucos um incremento na produção até 2022, como publicado anteriormente aqui no Portal Aeroflap. A transferência da produção do 737 MAX de Renton para Everett ainda não foi confirmada pela Boeing.

A Boeing entregou 40 aviões 737 MAX desde que a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) autorizou o retorno da aeronave aos voos comerciais em novembro de 2020.