Foto - Boeing

Depois de investigações preliminares sobre o acidente com um 737 MAX 8 da Lion Air, na Indonésia, a Boeing tomou ações rápidas para impedir que algo semelhante ocorresse novamente.

A primeira ação foi lançar uma nova direcionada aos pilotos explicando o novo sistema de trim do profundor, e como os pilotos deveriam agir caso o sensor do ângulo de ataque, defeituoso no voo acidentado, apresentasse problemas. Clique Aqui para ver mais.

Além disso houve uma polêmica pois a Boeing não exigiu um treinamento prático para os pilotos se habituarem com o sistema de autocompensador existente no 737 MAX, e que não tinha na geração anterior, o 737 NG.

E a Boeing já está procurando caminhos para mudar alguns procedimentos e peças no 737 MAX, mas isso depende do relatório preliminar que será emitido no final deste mês, com todos os dados do FDR, um tipo de caixa preta que armazena os dados do voo, o CRV, gravador de voz do cockpit, não foi encontrado até o momento.

A Boeing já está ciente de que alterações de software e design de peças, como o sensor de ataque, podem requerer modificações por parte da fabricante, e que isso poderia ser fácil ou não de implementar, visto que há mais de 225 aviões 737 MAX em operação.

Uma das modificações de software é não permitir que o avião tome uma iniciativa, em voo manual, de comandar o nariz para baixo, isso evitaria problemas caso um novo sensor de ângulo de ataque estivesse com defeito, e também não exigiria mais modificações no sistema de autocompensador do trim do profundor.

Vale ressaltar que os pilotos não costumam pilotar o avião manualmente, deixando boa parte dos esforços para o computador de bordo, que é mais preciso e seguro nos seus comandos, pela quantidade de limitações de problemas, mas caso um sensor apresente defeito, dependendo da gravidade o computador de bordo é desativado automaticamente (e informa isso aos pilotos através de alarmes sonoros e luminosos), neste caso o voo torna-se manual, e com poucos sistemas de proteção.


O diretor-presidente da Boeing, Dennis Muilenburg, disse à Fox Business Network nesta última terça-feira que a Boeing fornece “todas as informações necessárias para pilotar com segurança os aviões” e que o 737 MAX é um avião “muito seguro”.

“Isso vem de milhares de horas de testes e avaliação, simulando e fornecendo as informações que nossos pilotos precisam para operar nossos aviões com segurança”, disse Muilenburg.

“Em certos modos de falha, se há um sensor de ângulo de ataque impreciso que fornece informações ao avião, há um procedimento para lidar com isso”, ele acrescentou.

 

Via – Reuters