A Boeing realizou na tarde desta sexta-feira (horário de Brasília), o primeiro voo do 737 MAX 7, a menor versão da família 737 MAX.

O voo durou no total 3 horas e 5 minutos, decolando do Centro de Montagem Final da Boeing em Renton (WA), nos EUA, e pousando em Seattle, no Boeing Field. Durante esse período os pilotos fizeram vários testes básicos de controle do avião, para ver as reações, e também do sistema de piloto automático.

A Boeing planeja certificar o 737 MAX 7 até janeiro de 2019.

A companhia responsável por operar com a primeira unidade do 737 MAX 7 será a Southwest, que recentemente recebeu o primeiro 737 MAX 8 da sua frota. A primeira entrega será realizada até janeiro de 2019.

Foto – Boeing

Em pronunciamento oficial a Boeing destacou que o MAX 7 também é superior à concorrência, levando mais 12 passageiros, e com um incremento de 640 km no alcance da aeronave, em comparação com o A319neo. Os custos operacionais são cerca de 7% menores por assento, em comparação com o concorrente da Airbus.

O Boeing 737 MAX 7 também se destaca pelo seu alcance, de até 7080 km, o maior da família 737 MAX. Em boa parte isso deriva do menor peso da aeronave, que precisa de um motor CFM Leap-1B com menor potência, como o tanque de combustível é o mesmo do 737 MAX 8, o resultado é um alcance expandido em aproximadamente 500 km.

Confira no vídeo abaixo a primeira decolagem do 737 MAX 7:

 

Fuselagem alongada

Em 2016 a fabricante americana anunciou mudanças no projeto do MAX 7, devido ao pedido de diversos clientes para a Boeing realizar alterações na capacidade e tornar a aeronave ainda mais rentável.

“Nós avaliamos o mercado. Os clientes disseram que um avião maior é algo que gostariam neste momento”, disse Keith Leverkühn, vice-presidente e gerente geral para a linha 737. O Boeing 737 MAX 7 irá ganhar mais 12 assentos em sua capacidade total.

O redesenho também será para a versão BBJ, que irá atender o mercado VIP, e contará com uma grande alcance de 13900 km, semelhante ao do Gulfstream G650ER. A Boeing lançou o 737 BBJ MAX 7 durante a Farnborough Airshow 2016.

Originalmente o Boeing 737 MAX 7 e 737 MAX 8 compartilhavam a mesma envergadura, mas o último teria uma asa com maior volume interno, para poder transportar mais combustível. Porém a Boeing alterou o projeto do MAX7 para ter maior capacidade de combustível, que irá compensar o maior peso da fuselagem alongada, disse Leverkühn.

737
Fonte – FlightGlobal

A fuselagem em si foi alongada 1,17 m na parte frotal, e 76cm após a asa, na parte traseira da fuselagem, afirmou Leverkühn. O peso máximo de decolagem subirá de 70.300 kg para cerca de 80.300 kg, e para isso a Boeing utilizou o trem de pouso do 737 MAX 8. O 737 MAX 7 também recebeu mais duas janelas de emergência, assim como no MAX 8.

Em alguns aspectos, o 737 MAX 7 revisado restaura um equilíbrio perdido com a chegada da série 737 NG, em 1998. Naquela época, a Boeing alongou o 737-800 para acrescentar duas fileiras de assentos em comparação com o 737-400, mas a capacidade do 737-700 ficou idêntica a do 737-300, relatou Randy Tinseth, vice-presidente de marketing da Boeing.

O novo 737 MAX 7 segue o exemplo de mercado. Enquanto o 737-300 pode acomodar até 149 em uma configuração densa, de corredor único, o 737 MAX 7 poderá transportar perto de 172 passageiros utilizando o mesmo padrão, disse Leverkühn. Enquanto isso o MAX 8 terá a versão para até 200 passageiros, chamada de MAX 200.