Depois de receber propostas da CFM, Rolls-Royce  e Pratt & Whitney, a Boeing avaliará os novos motores para o projeto NMA, que visa criar um novo avião para o mercado de 200 a 300 assentos.

O vice-presidente de marketing da Boeing, Randy Tinseth, se recusou a comentar as especificações do novo motor, pelo menos os dados esperados pela Boeing. Mas ressaltou que “a GE Aviation, Pratt & Whitney e Rolls-Royce provavelmente têm uma opinião, e é provavelmente a mesma”.

A Boeing agora vai avaliar questões relativas à capacidade dos motores, durabilidade e prontidão de uso, além de outras características, como consumo de combustível esperado e complexidade de integração com a aeronave.

Projeção do NMA apresentada pela Boeing no Paris Airshow 2017.

A Boeing também pode optar por disponibilizar dois tipos de motores para o NMA, assim como faz no 787 Dreamliner.

Enquanto a GE/CFM quer uma resposta ainda em 2018 sobre o desenvolvimento do programa, a Boeing diz trabalhar tranquilamente. “Em termos de cronograma, estamos olhando a entrada do serviço em 2024-25. Isso nos dá algum tempo”, disse Tinseth.

 

Propostas

CFM

Foto – GE/Divulgação

A CFM, uma joint-venture formada entre a GE e a Safran, abandonou os conceitos de caixa de redução, e disse ser possível fazer esse motor com a mesma eficiência das concorrentes usando a mesma tecnologia disponibilizada no Leap-1, porém adequada para gerar quase o dobro de potência.

A empresa não descarta desenvolver novos conceitos totalmente do zero, baseados em um motor com caixa de engrenagens.

 

Pratt & Whitney

Em detalhe, motor da Pratt & Whitney equipando um Airbus A320neo.

A Pratt & Whitney está em vantagem, ela espera usar os mesmos conceitos dos motores Pure Power, já em atividade, para um novo motor que poderá equipar o NMA.

A fabricante se destaca por ser a única com experiência em caixa de redução, já que a CFM e a Rolls-Royce ainda não tem um produto com essa tecnologia em funcionamento.

 

Rolls-Royce

Foto – AviationWeek/Rolls-Royce

A Rolls-Royce já apresentou uma proposta baseada no conceito UltraFan, que a empresa vem desenvolvendo ultimamente para fazer motores na categoria do 787 e 777.

A Rolls-Royce disse que é possível transportar essa tecnologia para fazer um propulsor com até 50 mil lbs, porém, terá que adaptar algumas das tecnologias atuais para conseguir entregar um produto confiável à Boeing até 2025.