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(Reuters) – A Boeing recebeu duas multas da Administração Federal de Aviação (FAA) que totalizam US$ 6,6 milhões de dólares. As multas são parte de um acordo entre a fabricante e os reguladores, sobre erros de supervisão de qualidade e segurança de anos atrás.

As multas vem ao mesmo tempo que a Boeing enfrenta a tarefa de reparar jatos 787 Dreamliner, um trabalho que pode sair muito mais caro que a multa da FAA. 

A Boeing está começando a fazer reparos meticulosos e extensas inspeções para identificar e consertar falhas de integridade estrutural embutidas em pelo menos 88 jatos 787 estacionados que foram construídos no ano passado, disse uma fonte da indústria.

As inspeções e reformas podem levar um mês por avião e custam centenas de milhões, senão bilhões, de dólares, embora dependa do número de aviões e dos defeitos envolvidos, disse a fonte.

Depois que a Reuters relatou o acordo com a FAA sobre o descumprimento da fabricante de aviões em cumprir um acordo de segurança de 2015, as ações da Boeing sofreram perdas, fechando em 5,6%. 

As penalidades incluem US$ 5,4 milhões pelo não cumprimento do acordo no qual a Boeing se comprometeu a mudar seus processos internos para melhorar e priorizar a conformidade regulatória e US$ 1,21 milhão para resolver dois casos pendentes de aplicação da FAA. Em 2015, a Boeing pagou US$12 milhões como parte do acordo.

Em comunicado, o administrador da FAA, Steve Dickson, disse que “a FAA está responsabilizando a Boeing ao impor penalidades adicionais.”

Um porta-voz da Boeing disse que a fabricante está fortalecendo os processos e operações  a fim de garantir que a companhia se responsabilize “pelos mais altos padrões de segurança e qualidade.”

Ele acrescenta que o acordo “resolve de forma justa as ações de penalidades civis anunciadas anteriormente, ao mesmo tempo em que leva em conta a segurança, qualidade e melhorias no processo de conformidade.”

A FAA tem investigado casos de erros de supervisão, detritos deixados dentro de aeronaves acabadas e gerentes que pressionam os funcionários que realizam verificações de segurança para a FAA, disseram pessoas a par do processo.

A FAA também envolveu, em uma única investigação, três defeitos separados do 787 que surgiram no ano passado e que desencadearam as inspeções invasivas, disseram as fontes.