O NBAA é o maior evento do mundo sobre aviação executiva, e também o local onde as fabricantes dão preferência para divulgar as primeiras informações sobre o setor.

E foi exatamente isso que a Boeing fez recentemente, ela apresentou um portfólio de vendas incluindo os modelos BBJ derivados da família 737 MAX, semelhante ao que aplica atualmente para o 737 NG. O destaque é o modelo 737 MAX 7, com capacidade para voar por até 13000 km sem escalas, capacidade obtida graças ao tanque extra no compartimento de bagagem, normalmente utilizado em voos comerciais e não necessário para voos particulares com pouca capacidade.

Esse novo produto baseado no 737 MAX 7 coloca a Boeing na concorrência com jatos puramente executivos, como o Gulfstream G650ER e o Global 7000 da Bombardier, todos os dois custam acima de 60 milhões de dólares, e o 737 MAX 7 custará pouco mais de 100 milhões de dólares, em estimativa do mercado.

Mas a Boeing garante que o diferencial do seu produto é a capacidade de divisão do espaço interno, é possível colocar um quarto com cama e banheiro, se assim o cliente desejar, uma sala de reuniões e ainda alguns assentos de classe executiva. É uma aeronave perfeita para os serviços governamentais de um país.

O interior é feito totalmente pela Greenpoint Technologies, uma empresa que já trabalha há muitos anos nesse mercado.

Por enquanto a estimativa da Boeing é entregar o primeiro 737 MAX 7 em 2021, enquanto o primeiro cliente do 737 MAX 8, que tem uma autonomia um pouco menor em comparação com o 737 MAX 7 BBJ, receberá o seu avião no segundo semestre de 2018.

Em 2017 a Boeing já recebeu 6 encomendas para sua linha BBJ Heavy, sendo três para o 747-8i configurado com interior VIP, além de três encomendas para o 777-300ER com interior BBJ. Para o 737 MAX a Boeing já recebeu duas encomendas para a variante MAX 9 e mais dois pedidos para uma variante não identificada do 737 MAX BBJ.